29 de Janeiro de 2012
And you,
Were right to bide your time and not buy into my misery
Well the good things are never free
Do the colours of the rainbow look the same to everyone?
And I,
Was rushing round in circles for a reason to believe
Wipe the slime from off your sleeve
You could follow me for weeks
And I'm not going anywhere
Sometimes it's hard to love someone
Till the day that they are gone
And I
Just had a dream the other night
I was married to the Queen
And Madonna lived next door
I think she took a shine to me
And the kids were all grown up
But I had to turn her down
'Cos I was still in love with you
I'm turning Madonna down
I'm calling it my best move
I'll get her tickets to what she needs
I remember doing nothing on the night Sinatra died
And the night Jeff Buckley died
And the night Kurt Cobain died
And the night John Lennon died
I remember I stayed up to watch the news with everyone
And that was a lot of nights
And that was a lot of lives
Who lost the tickets to what they need.
And I
Was busy finding answers while you just got on with real life
Always hoped you'd be my wife
But I never found the time
For the question to arrive
I just disguised it in a song
And songs are never quite the answer
Just a soundtrack to a life
That is over all too soon
Helps to turn the days to night
While I was wrong and you were right
And this was a lesson learned
I'm happy to be your fool
And get you tickets to what you need
I'm turning the lights down low
I'm ready to make my move
I'll get you tickets to what you need.
28 de Janeiro de 2012
My father worked with a horse-plough,
His shoulders globed like a full sail strung
Between the shafts and the furrow.
The horse strained at his clicking tongue.
An expert. He would set the wing
And fit the bright steel-pointed sock.
The sod rolled over without breaking.
At the headrig, with a single pluck
Of reins, the sweating team turned round
And back into the land. His eye
Narrowed and angled at the ground,
Mapping the furrow exactly.
I stumbled in his hob-nailed wake,
Fell sometimes on the polished sod;
Sometimes he rode me on his back
Dipping and rising to his plod.
I wanted to grow up and plough,
To close one eye, stiffen my arm.
All I ever did was follow
In his broad shadow round the farm.
I was a nuisance, tripping, falling,
Yapping always. But today
It is my father who keeps stumbling
Behind me, and will not go away.
27 de Janeiro de 2012
Há cartazes de filmes magníficos, embora longe vão os tempos em que os cinemas tinham fachadas em que enormes telas anunciavam as estreias. Em Portugal pelo menos. Na era do remix, sobram-nos as variações que podemos construir sobre os originais.
Em primeiro lugar, cartazes refeitos para mostrar com humor o que são realmente os filmes. Não é uma ideia nova, mas é sempre divertido, em época de Óscares.
Ainda melhor é esta ideia, que pega em filmes contemporâneos e reimagina os seus cartazes como se fossem fruto de outra época, com estrelas a condizer e tudo.
26 de Janeiro de 2012
- Olá! Como vai?
- Eu vou indo. E você, tudo bem?
- Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E você?
- Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranquilo... Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é, quanto tempo!
- Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios!
- Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
- Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
- Pra semana, prometo, talvez nos vejamos... Quem sabe?
- Quanto tempo!
- Pois é... Quanto tempo!
- Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
- Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
- Por favor, telefone! Eu preciso beber alguma coisa, rapidamente...
- Pra semana...
- O sinal...
- Eu procuro você...
- Vai abrir, vai abrir...
- Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
- Por favor, não esqueça, não esqueça...
- Adeus!
- Adeus!
- Adeus!
A fotografia é de Desmond Boylan para a Reuters. Havana, Cuba, depois de uma tempestade. E cá que não chove. O vídeo é o segmento do "Buena Vista Social Club" de Wim Wenders em que temos direito a um pouco d'"El Cuarto de Tula". Magnífico.
25 de Janeiro de 2012
A palavra Mal no título deste post está com letra maiúscula e não é por acaso. Lars Von Trier tem andado a aguçar a sua obsessão pelo Mal que percorre parte importante senão toda a sua filmografia. Assim de cor lembro-me de "Dogville", "Dancer in the Dark", "Anticristo" claro. Em "Melancolia" atinge um novo extremo de destruição porque, como diz a personagem Justine (piscar de olho a Sade), "the Earth is Evil".
Chegou-me agora em Blu-Ray o filme e vi-o finalmente. De novo um prefácio em câmara lenta, belíssimo, assombrado como toda a história pelo "Tristão e Isolda" de Wagner. Nada no filme é inocente, nenhuma imagem, nenhum nome de personagem (ou cavalo), nenhum instante, como não é inocente a escolha dos atores americanos, a profissão de Justine, a boçalidade do seu patrão e respetivo discípulo, aquela velha Europa aborrecida do que é formal e no meio disto tudo aquela ameaça divina e o sentimento que dá nome ao conjunto.
Conheci "A Anatomia da Melancolia" de Robert Burton por Bruce Chatwin a citar como modelo distante e nunca emulado da sua "Anatomia da Errância". A obra de Burton é retrato de uma ambição desmedida, com as suas quase 1400 páginas (numa edição paperback moderna - o original é de 1621), a de Chatwin intimista e fragmentária, peripatética também nas palavras.
A melancolia de Von Trier é solenemente assustadora, desconcertante como é seu timbre, esteticamente muito cuidada, uma melancolia europeia, a quem o presente e o futuro parecem escapar, com uma resignação triste.
No SAPO Cinema tivemos também uma viagem pela mente de Lars Von Trier, noutro vídeo, ao realizador juntam-se Kirsten Dunst e Charlotte Gaisnbourg e Irene Oestrich, psicóloga. Além, é claro, do trailer abaixo.
24 de Janeiro de 2012
Da esquerda para a direita: Willem Dafoe, Marina Abramovic, Antony Hegarty e Bob Wilson. A ver se os vejo no Teatro Real em Madrid em abril.
23 de Janeiro de 2012
22 de Janeiro de 2012
21 de Janeiro de 2012
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
Via Poesia Incompleta.
20 de Janeiro de 2012
Come to me when grief is over,
When the tired eyes,
Seek thy cloudy wings to cover
Close their burning skies.
Come to me when tears have dwindled
Into drops of dew,
When the sighs like sobs re-kindled
Are but deep and few.
Hold me like a crooning mother,
Heal me of the smart;
All mine anguish let me smother
In thy brooding heart.