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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Um mundo de ecrãs.

A New York Times Magazine costuma no outono publicar um número dedicado ao mundo do cinema e em particular Hollywood, aquilo que para os americanos é, quase na totalidade, o cinema. Este ano, contudo, foram um pouco mais longe e encontraram como lema mais amplo "how we watch stuff", afirmando que, para além do cinema, a nossa vida diária se encontra invadida de um sem número de ecrãs.

Mesmo sem olhar para o boneco do lado, tenho essa perfeita noção e afirmo-me consumidor de cada um dos níveis aqui apontados. No meu caso e também por deformação profissional, o online saltaria para primeiro lugar. Curioso num gráfico do NYT que não apareçam jornais. Estarão incluídos nas revistas?

Seja como for, a revista está cheia de artigos interessantes: um texto de A.O. Scott sobre a forma como o cinema mais uma vez está pressionado para evoluir como tecnologia e contexto social; uma entrevista a David Lynch feita por Deborah Solomon, um pouco surrealista como seria de esperar; uma investigação sobre a evolução do formato da sitcom; um fabuloso vídeo que resume perfeitamente a relação das crianças com os videojogos, a partir do trabalho do fotógrafo Robbie Cooper (vale a pena ver as fotos deles também); uma investigação sobre o prémio que o Netflix oferece para melhorar o seu algoritsmo de sugestões; por fim, uma conversa de fundo sobre a evolução do negócio publicitário e perspectivas futuras.

Alguns artigos exigem que se seja utilizador registado, mas o registo é grátis, por isso não hesitem.

É imensa food for thought e aconselho vivamente a quem queira perder algum tempo a pensar no assunto.

Por mim, faço assumidamente parte deste novo fluxo de imagens, do silêncio obscurecido e ritual da sala de cinema à alta definição de um LCD, ao ecrã de um computador e de um telemóvel, com maior ou menor interactividade e, cada vez mais, do lado de cá e de lá dos vários ecrãs.