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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Veneno Cura

Não consigo ser imparcial sobre o "Veneno Cura". Sempre gostei muito da Raquel, mesmo antes de a conhecer e ao irmão e ao filho e aos amigos. Gostei dos projectos e dos filmes dela, do "Rio Vermelho" e do "Rasganço". Fiz parte dos júris que os aprovaram e nem fazia ideia quem ela era.

Depois tornámo-nos amigos e no "Veneno Cura" estou lá meio escondido como figurante na festa de Natal da Imperatriz. Por isso não consigo ser imparcial.

Dito isto, o "Veneno Cura" é um filme fragmentário, de uma economia narrativa às vezes mais violenta até do que a imagem, que nos apresenta as personagens como num espelho partido que reflecte os segredos mais escuros, os desejos mais puros, no que há de bom e mau nisso. É corajoso como a Raquel, sem compromissos como ela, honesto como nesta entrevista. Ela é das que não gosta muito do bom gosto e do bom senso, prefere os que têm fome, que morrem de vontade, que ardem de desejo.

Vão ouvir. Vão ver.