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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Clip clip clip.

O movimento foi primeiro democrático e anárquico, fazendo uso de plataformas abertas e tecnologias de fácil utilização, mas todos os grandes detentores de conteúdo audiovisual estão agora a saltar para o online como plataforma de distribuição e rentabilização dos seus vídeos.

É claro que o valor dos catálogos entra de novo aqui em jogo. O New York Times publicou um artigozinho interessante sobre esse trabalho que é percorrer arquivos, bibliotecas de vídeo em busca de segmentos, clips, pequenos apontamentos, susceptíveis de ser consumidos como snacks online e consequentemente gerar receitas.

O artigo em causa usa o Discovery Channel como exemplo e é um bom exemplo: a maior parte é produção própria, os direitos estão garantidos e muito do conteúdo é intemporal. Não é por isso que deixa de ser necessário ter uma equipa a revê-lo e editá-lo para publicação online.

Portugal é um país mais gerido a benchmarking - vulgo, imitação - do que inovação, o que quer dizer que esperamos para ver antes de avançar, na maior parte dos casos. Não surpreende, por isso, que não haja ainda uma atitude de valorização coerente e consequente dos patrimónios audiovisuais que por cá existem - do ANIM / Cinemateca aos canais de televisão, com particular destaque para o arquivo da RTP.

A mensagem contudo é de esperança. No SAPO, na RTP, na Impresa, com maior e maior dificuldade, com maior ou menor inteligência editorial e comercial, há gente a lutar para mudar este estado de coisas.