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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Uma fase difícil.

Estas coisas têm ciclos, algures entre o cerebral e o intestinal, quer dizer, algures entre a vontade e a necessidade. É assim com escrever livros como com quase tudo na vida.

Está perto do fim o ciclo de promoção de "Em Silêncio, Amor", o livro está (ainda) nos escaparates, é fácil encontrá-lo e há gente a lê-lo (esperemos), além de comprá-lo. Não há muito mais que eu possa fazer por ele, agora é questão de deixar os leitores tratar do assunto. O livro é deles. Diga-se que também sou leitor. Peguei nele noutro dia, li umas páginas e não me arrependi de nada. Menos mal.

O problema não é esse. O problema é que, como uma espécie de embrião, como um Alien lutando para abrir caminho pela minha caixa toráxica, um novo livro começa a ter vontade de sair. E prefiro a imagem do Alien à do bebé, porque nesta fase é apenas uma dor, um desconforto. Pessoas que ainda como sombras vivem já na minha imaginação e com elas as suas vidas ou hipóteses de vidas. Aqui e ali têm já mesmo escapado para palavras.

Nada disto seria realmente mau, se eu não estivesse sem tempo absolutamente nenhum para escrever, devido ao meu "day job". É que escrever um livro não é como escrever um post. Há todo um outro tempo de preparação, toda uma outra disponibilidade mental que é necessária e o tempo da escrita, propriamente dito, não obedece (no meu caso) a horários e ritmos compatíveis com outras actividades.

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