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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Do aborrecimento.

Domingo à noite é talvez o momento ideal da semana para fazer um post sobre o aborrecimento, a chatice, o tédio. Em particular depois de um fim de semana excelente, de dias e noites plenos de sorriso. Com a noite a acentuar a inevitabilidade da segunda-feira (aquela coisa que o Garfield odeia), os sunday night blues batem com mais força.

É por isso a altura perfeita para falar de um textinho genial do Joseph Brodsky que está aqui. É um excerto de uma adaptação de um commencement address de uma universidade americana (Dartmouth) - pausa para aconselhar outros dois, um de Steve Jobs em Stanford e outro de Seth McFarlane em Harvard. Vão ver que vale a pena. Tudo isto me lembra também o "Into The Wild" e um poema de Sharon Olds, mas adiante.

Diz o genial senhor Brodsky: "you'll be bored with your work, your friends, your  spouses, your lovers, the view from your window, the furniture or wallpaper in your room, your thoughts, yourselves. Accordingly, you'll try to devise ways of escape. (...) you may take up changing your job, residence, company, country, climate; you may take up promiscuity, alcohol, travel, cooking lessons, drugs, psychoanalysis."

E mais adiante: "When hit by boredom , let yourself be crushed by it; submerge, hit  bottom. In general, with things unpleasant, the rule is: The sooner you hit bottom, the faster you surface."

Não me apetece dizer mais nada, depois de ler isto, mas também me lembrei de uma música, o "Rock Bottom Riser", de Smog, porque sempre achei que era uma música sobre isto, bater no fundo e voltar à superfície. É este vídeo aqui abaixo.

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