Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Plath, Hughes, Rothko. Pais, filhos.

Espero que não se torne recorrente um post de Domingo a puxar mais para a depressão, mas tenho andado a pensar na notícia do suicídio do filho de Sylvia Plath e Ted Hughes, Nicholas Hughes. Os americanos arrumam a coisa no campo da doença (a depressão crónica), tal como já tinham feito com a mãe e a madrasta (que também se suicidou). A história não deixa contudo de ter ressonância poética, por ser filho de quem é.

O senhor ainda por cima, vivia no Alasca, lugar que mudou no meu imaginário desde que vi o "Into The Wild", uma história que também não acaba bem. (Sim, em tempos estraguei o final do filme a uns amigos.)

A propósito do suicídio de Nicholas, o legado de Sylvia Plath (aqui ao lado em foto de Rollie McKenna) voltou à baila, o seu valor não esmorece e aqui há uma discussão interessante sobre o tema, com participantes como Joyce Carol Oates e Erica Jong.

Outro suicida famoso que raramente me sai da cabeça é o Mark Rothko, que de vez em quando aparece neste blog. Rothko suicidou-se aos 66 anos (medo do que seria o final da sua vida?) e deixou dois filhos (ainda vivos e creio, felizes) a braços com uma terrível luta pelo seu património. Foi notícia antes de eu nascer.