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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Mike Nichols

O último filme que vi do Mike Nichols foi o "Charlie Wilson's War", brilhantemente escrito pelo Aaron Sorkin (criador do West Wing) e interpretado pelo Tom Hanks, Julia Roberts e Philip Seymour Hoffmann. Antes de o ver, não sabia por quem era realizado, nem quem o tinha escrito, assim funciona o marketing no cinema. Depois de o ver, foi fácil de perceber. (Já agora, o último que revi, foi o "Closer").

Vem isto a propósito da notícia do New York Times de uma retrospectiva deste realizador e encenador americano (nascido russo), a decorrer nessa cidade onde ontem me apeteceu de novo voltar, depois de uma conversa pela rua, à noite, com a Rita.

O artigo não é uma investigação de fundo da obra do realizador do "Angels in America" (aqui ao lado), mas o suficiente para nos deixar a pensar um pouco. Agora com 77 anos, Nichols é um adepto do silêncio, coisa que a mim, com menos de metade da idade, me parece boa ideia, mas mais que isso, é a prova, através de uma carreira brilhante, do valor que pode ter a invisibilidade que dá nome ao artigo. Haja oportunidades.

Tudo isto para mim, está nesta frase "You could say that it’s in talking movies that inner life begins to appear. You can see things happen to the faces of people that were neither planned nor rehearsed. This is what Garbo was such a master of: actual thoughts that had not occurred before that particular take. And you can see this taking tremendous leaps with Brando and Clift and then with Streep."

Ele sabe.