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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Sherlocks.

Vi o segundo filme de mais um regresso de Sherlock Holmes ao cinema, pela mão de Guy Ritchie. É melhor que o primeiro, o elenco de apoio ajuda (Stephen Fry e Noomi Rapace, por exemplo) mas continua cabotino e distante da elegância de Conan Doyle. É claro que o próprio Conan Doyle achava a personagem de Sherlock Holmes uma maldição de que nunca se tinha conseguido livrar. O sucesso das histórias do detetive não lhe permitia embarcar em aventuras literárias diferentes e por elas receber o devido crédito.

De outra casta é a série da BBC "Sherlock", que vai já em segunda temporada. Sherlock Holmes trazido ao século XXI, mas fazendo bom uso das histórias e do estilo originais. Benedict Cumberbatch que já me tinha fascinado no "Tinker Taylor Soldier Spy" faz bom uso da sua cara tão inglesa, um stiff upper lip irrepremível, olhos azuis rasgados e, como diz a personagem de Irene Adler no primeiro episódio da segunda temporada, maçãs de rosto onde uma pessoa se podia cortar. Cá o esperamos como voz de Smaug no Hobbit do Jackson e melhor ainda, como vilão no novo Star Trek de JJ Abrams.

São episódios de hora e meia produzidos impecavelmente, numa Londres que me lembra "Luther", outra magnífica série detectivesca inglesa, com um impecável Idris Elba. Em ambas, uma cidade moderna e cruel, onde a História surge a espaços e o olhar dos investigadores, torturado, em impossíveis grandes planos em alta definição, define tudo. Estão os dois aqui em baixo.

Cipriano Mesquita

Há discos que me chegam e ficam perdidos no meio da pilha, na rotina, na distração dos dias. Foi o caso do homónimo de Cipriano Mesquita. Já estava no post anterior, tem direito a encore. A guitarra portuguesa (mesmo sem fado) está viva e recomenda-se.