Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Fernando Luís Sampaio - Polaroid

Pela tarde o céu a terra
e mesmo tu formam uma densa pasta
de nuvens.
Recordo a tua boca, as tuas pernas
em arco sobre o penedo quente.

 

Os poços entram em colapso,
o verão arrasta multidões
para as ravinas do lugar comum.

 

O chapéu descaído
protege-te os olhos
que se movem com translúcido torpor.

 

Agora que passaram séculos
sobre esse único beijo estou
sem vontade de fingir

 

a relutância
do meu desejo. Esta polaroid, já seca,
encena também a minha morte.

O Solitude, my sweetest choice!

 

O solitude, my sweetest choice!
Places devoted to the night,
Remote from tumult and from noise,
How ye my restless thoughts delight!

 

O solitude, my sweetest choice!

O heav'ns! what content is mine
To see these trees, which have appear'd
From the nativity of time,

 

And which all ages have rever'd,

To look today as fresh and green
As when their beauties first were seen.
O, how agreeable a sight
These hanging mountains do appear,
Which th' unhappy would invite
To finish all their sorrows here,
When their hard fate makes them endure
Such woes as only death can cure.

 

O, how I solitude adore!

That element of noblest wit,
Where I have learnt Apollo's lore,
Without the pains to study it.
For thy sake I in love am grown
With what thy fancy does pursue;
But when I think upon my own,
I hate it for that reason too,
Because it needs must hinder me
From seeing and from serving thee.
O solitude, O how I solitude adore!

Dias da Música.

Música é todos os dias, todo o tipo de música, banda sonora permanente de dias e noites, combatente feroz do ruído do tempo, mas há dias especiais e Os Dias da Música no Centro Cultural de Belém continuam a ser uma iniciativa ímpar. São dezenas de concertos hoje, amanhã e depois, uma festa, e não vou a mais do que uma mão cheia. Começa hoje, com "Dido e Eneias" de Purcell em versão concerto pelo King's Consort em versão concerto. Acaba mais ou menos assim:

 

Hoje.

Cravo. Flor de hastes longas originária da Europa meridional. Bate certo. Os craveiros têm 30 a 90cm, caules que ficam bem na mão, para levantar a flor no ar. O craveiro pode ser branco, roxo, rosa, amarelo ou vermelho, a minha cor favorita. Florescem entre outubro e março. Em abril estão bons para ser colhidos. Em tempos difíceis, hoje é dia de lhes pegar, de os brandir, acenar, relembrar. Sem memória não temos futuro, se não nos mexermos, tiram-nos o chão de baixo dos pés. Tenham um bom dia.

Pág. 1/4