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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

The Wanderer

I went out walking
Through streets paved with gold
Lifted some stones
Saw the skin and bones
Of a city without a soul
I went out walking
Under an atomic sky
Where the ground won't turn
And the rain it burns
Like the tears when I said goodbye
Yeah I went with nothing
Nothing but the thought of you
I went wandering

I went drifting
Through the capitals of tin
Where men can't walk
Or freely talk
And sons turn their fathers in
I stopped outside a church house
Where the citizens like to sit
They say they want the kingdom
But they don't want God in it

I went out riding
Down that old eight lane
I passed by a thousand signs
Looking for my own name

I went with nothing
But the thought you'd be there too
Looking for you

I went out there
In search of experience
To taste and to touch
And to feel as much
As a man can
Before he repents

I went out searching
Looking for one good man
A spirit who would not bend or break
Who would sit at his father's right hand
I went out walking
With a bible and a gun
The word of God lay heavy on my heart
I was sure I was the one
Now Jesus, don't you wait up
Jesus, I'll be home soon
Yeah I went out for the papers
Told her I'd be back by noon

Yeah I left with nothing
But the thought you'd be there too
Looking for you

Yeah I left with nothing
Nothing but the thought of you
I went wandering.

O melhor e o pior país do mundo.

Não quero spoilar nada a ninguém, mas a nova série de Aaron Sorkin, de seu nome The Newsroom (tem estreia em Portugal no dia 15 de Agosto no TV Séries) começa com uma cena que termina numa discussão sobre se os Estados Unidos da América são ou não o maior país do mundo. Depois de os ter visitado pela quinta vez, atrevo-me a responder que sim, são o melhor, mas são também o pior. Ou como diz a personagem na série "they could be".

Um país que assenta sobre o sonho do dinheiro e cujo dinheiro tem inscritas as palavras "In God We Trust", só pode ser um lugar das contradições mais extremas. É o país de Gore Vidal e Mitt Romney, de Barack Obama e Michael Phelps, Andrew Carnegie e Henry Clay Frick, Frank Lloyd Wright, Mark Rothko, Edward Hopper e Andy Warhol. Só alguns nomes com que me cruzei nos últimos dez dias em Pittsburgh (onde foi tirada a fotografia da bandeira de pernas para o ar). É um país da inteligência máxima e da maior obtusidade, de histórias individuais, totalmente devotado ao espetáculo do sucesso e do fracasso, do crime, castigo e redenção, do dinheiro e da pobreza.

Gostava de ter energia para escrever mais sobre o assunto, mas deixo a coisa para quem sabe. Diz Kurt Vonnegut no clássico Slaughterhouse-Five:

"America is the wealthiest nation on Earth, but its people are mainly poor, and poor Americans are urged to hate themselves. To quote the American humorist Kin Hubbard, "It ain't no disgrace to be poor, but it might as well be." It is in fact a crime for an American to be poor, even though America is a nation of poor. Every other nation has folk traditions of men who were poor but extremely wise and virtuous, and therefore more estimable than anyone with power and gold. No such tales are told by the American poor."

É claro que também há a literatura, a pintura, a música, o rock'n'roll, os blues, o jazz, a poesia, o cinema, tanto cinema diferente, a televisão (alguma, pelo menos), as cidades, os arranha-céus, o oeste, as montanhas, as florestas, um país de mitos, histórias e imagens que me fascina mais do que devia. O melhor e o pior. E da parte do melhor, fica um clip de Tom Waits, novinho em folha de hoje. Do álbum Bad As Me, Hell Broke Luce.