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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Somewhere to Disappear.

Somewhere to Disappear é um documentário de 57 minutos, realizado por Laure Flammarion e Arnaud Uyttenhove em que o protagonista é o fotógrafo Alec Soth. Soth propõe-se a mostrar-nos como desaparecer na América do final da era Bush, um país feito de ruído, excesso e decadência e onde as suas personagens procuram solidão e silêncio. O observador confunde-se com o que observa.

Diz Alec Soth: "It's not about running away. It's about the desire to run away." É uma das minhas fantasias recorrentes. É possível alugar/ver o documentário completo online. Trailer abaixo.

 

Trailer 'Somewhere To Disappear' from Arnaud Uyttenhove on Vimeo.

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http://www.facebook.com/pages/Somewhere-to-Disappear/148561295180713

Take a road trip adventure across America with renowned photographer Alec Soth, to hidden desert caves and secluded mountain cabins, where survivalists, hermits and runaways go to escape from society.

Directed by Laure Flammarion & Arnaud Uyttenhove

Produced by Sophie Mas
Edited by Benjamin Favreul
Original score by Rob & l'Aiglon
Trailer Editor: Raphaelle Martin-Holger

http://www.somewheretodisappearthefilm.com/
Twitter: @stdisappear

Simone Kermes

O vídeo é mauzinho mas a música e a voz fecham-nos os olhos e rasgam-nos um sorriso.

 

Simone Kermes / Manca Sollecita / Lava from Lenski_01 on Vimeo.

Soprano Simone Kermes sings Cleonice's aria "Manca sollecita" from the opera "Il Demetrio" by Leonardo Leo (1694-1744). "Il Demetrio" premiered in December 1735 at the Teatro dell Castello in Torremaggiore. A track from Simone Kermes' latest CD "Lava", featuring opera arias from 18th century Naples written for the great castratos of the period. Simone is accompanied by Claudio Osele and his orchestra Le Musiche Nove playing on authentic instruments.

Sobre o futuro do cinema.

Sobre o futuro do cinema enquanto arte e indústria, muita coisa há ainda e sempre a dizer, olhando para dados variados, em Portugal e num dos maiores mercados (o maior?) mundiais, os Estados Unidos. Sem grandes opiniões feitas ou sedimentadas, algumas notas.

Primeiro este artigo do New York Times sobre a crescente irrelevância cultural do cinema e a importância dessa discussão, num ano em que Seth McFarlane (que ganhou notoriedade na televisão) vai apresentar os Óscares.

A acrescentar à discussão, dois quadros com dados dos quinze filmes com maior receita de Box Office americano. Os totais de 2011 (o primeiro) e 2012 até à semana passada (o segundo). Há um crescimento óbvio de receitas neste topo da pirâmide mas há também a assinalar apenas cinco conteúdos "novos" (que não são sequelas, prequelas ou adaptações de comics, livros, séries, etc.. A saber, são "Bridesmaids," "Brave", "Ted", "Safe House" e "Prometheus". Este último caso é duvidoso, mas hey, everything is a remix.

Por fim, uma imagem de um cinema, o Garden em Pittsburgh, no anos 50/60, em plena maturidade e sucesso. Passei por lá em agosto, está fechado e à espera de melhores dias como muitos. Fica a nostalgia.

C.P. Cavafy - Gray

While looking at a half-gray opal
I remembered two lovely gray eyes—
it must be twenty years ago I saw them...

 

........................................

 

We were lovers for a month.
Then he went away to work, I think in Smyrna,
and we never met again.

 

Those gray eyes will have lost their beauty—if he's still alive;
that lovely face will have spoiled.

 

Memory, keep them the way they were.
And, memory, whatever of that love you can bring back,
whatever you can, bring back tonight.

 

Tradução de Edmund Keeley/Philip Sherrard

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