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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Rinko Kawauchi - Illuminance

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In 2001, Rinko Kawauchi published three astonishing photobooks simultaneously—Utatane, Hanabi, and Hanako—establishing herself as one of the most innovative newcomers to contemporary photography. Other notable monographs include Aila (2004), The Eyes, the Ear (2005), and Semear (2007). Now, ten years after her precipitous entry onto the international stage, Aperture has published Illuminance, the first volume of Kawauchi’s work to be published outside of Japan.

Stranger Familiar Things

Não é por existir uma relação entre a história, ambiente, personagens, estilo ou mesmo banda sonora de uma série ou filme e outro ou outros mais antigos que essa série ou filme é pior ou melhor. Seja essa relação de precedência, continuação, remix, reboot, todas as formas de ligação de que vive hoje parte da indústria do entretenimento. É verdade para o audiovisual, a televisão, o cinema como é verdade para a música, por exemplo, onde essa tradição autorreferencial existe desde há séculos.

É claro que é discutível se a referência a um imaginário ou a imitação mais ou menos literal são feitas com objetivos sinceros de homenagem e reinvenção, objetivos que têm a ver com a criação, ou outros, eventualmente mais cínicos como os do sucesso comercial junto de uma determinada audiência e da geração a que pertence. Mesmo esta discussão está inquinada à partida. Estamos a falar de entretenimento. A criação aqui não existe sem a audiência.

"Stranger Things", série da Netflix, é construída em cima destes pressupostos mas goza da liberdade da plataforma para contar aquilo que tem para contar em oito episódios, cada um com menos de uma hora, sem intervalos publicitários, consumíveis de seguida. Convoca um sem número de referências identificáveis pela minha geração. Os 'Duffer Brothers' peretencem à mesma filiação de J.J. Abrams e Joss Whedon, herdeiros de Steven Spielberg e George Lucas, eles por sua vez herdeiros do cinema clássico de Hollywood e outras latitudes. E mais gente, sim, muita gente (David Lynch, John Carpenter, Chris Carter - não saía daqui...).

Uma última nota para o lado político, essencial nos dias que correm. Não é uma luta entre detentores de poder máximo, super-heróis que, por muito que se atormentem, destroem tudo à sua passagem e acabam sempre por confirmar um triunfo dos mais fortes em que os meros humanos não passam do ocasional 'love interest'. É um elogio da amizade, da rebeldia, de gente destruída e perturbada que luta ainda mais uma vez por aqueles de que gosta mesmo que o inimigo pareça por vezes imaginado. É uma história de caídos e rebeldes.

Um delicioso prazer para noites quentes. E abaixo algumas das referências (mild spoilers).

References to 70-80's movies in Stranger Things from Ulysse Thevenon on Vimeo.

--
This is a supercut of selected scenes from Netflix TV serie "Stranger" Things associated with scenes from 1970-1980's movies. Spot all the references of the producers of the series:


- The Goonies
- Alien
- E.T the Extra-Terrestrial
- Firestarter
- Poltergeist
- Close encounters of the third kind
- A nightmare on Elm Street
- Explorers
- The Shining
- Stand by me
- Carrie
- Commando

http://ulyssethevenon.com

John Ashbery - Like a Sentence

How little we know,   

and when we know it!

 

It was prettily said that “No man

hath an abundance of cows on the plain, nor shards

in his cupboard.” Wait! I think I know who said that! It was . . .

 

Never mind, dears, the afternoon

will fold you up, along with preoccupations   

that now seem so important, until only a child   

running around on a unicycle occupies center stage.   

Then what will you make of walls? And I fear you   

will have to come up with something,

 

be it a terraced gambit above the sea

or gossip overheard in the marketplace.

For you see, it becomes you to be chastened:

for the old to envy the young,

and for youth to fear not getting older,

where the paths through the elms, the carnivals, begin.

 

And it was said of Gyges that his ring

attracted those who saw him not,

just as those who wandered through him were aware

only of a certain stillness, such as precedes an earache,

while lumberjacks in headbands came down to see what all the fuss was about,

whether it was something they could be part of

sans affront to self-esteem.

And those temple hyenas who had seen enough,

nostrils aflare, fur backing up in the breeze,

were no place you could count on,

having taken a proverbial powder

as rifle butts received another notch.

I, meanwhile . . . I was going to say I had squandered spring   

when summer came along and took it from me   

like a terrier a lady has asked one to hold for a moment

while she adjusts her stocking in the mirror of a weighing machine.   

But here it is winter, and wrong

to speak of other seasons as though they exist.   

Time has only an agenda

in the wallet at his back, while we

who think we know where we are going unfazed

end up in brilliant woods, nourished more than we can know

by the unexpectedness of ice and stars

and crackling tears. We’ll just have to make a go of it,

a run for it. And should the smell of baking cookies appease

one or the other of the olfactory senses, climb down   

into this wagonload of prisoners.

 

The meter will be screamingly clear then,

the rhythms unbounced, for though we came

to life as to a school, we must leave it without graduating   

even as an ominous wind puffs out the sails

of proud feluccas who don’t know where they’re headed,   

only that a motion is etched there, shaking to be free.

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