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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Edward Hopper - August in the City (1945)

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You’ve got to learn how to dance and speak lots of languages and pull ideas out of your hat. You’ve got to have a way of conducting yourself that’s nonconformist and nuts. You’ve got to radicalize the programs over the years. You’ve got to want two kids. You’ve got to pass the world through the sieve of a clear vision or, when the chips are down, be an optimist. Got to laugh at yourself as well as the other guy. You’ve got to arrive on time anyoldwhere. You’ve got to concentrate on the aim with a prime-time audience in mind. You’ve got to stay put in spots where the sun blazes and expose yourself to a blast of hot air and a heavy, unbreathable stench of asphalt, sticky pollution and grease, until your skin and bones are steeped in the heat that sears the deserted streets and glues your summer clothes to your body. After months of draining work, you’ve got to take that vacation. Presto.

 

by Ernest Farrés (translated from the Catalan by Lawrence Venuti)

Feliç aniversari, Jordi Savall!

Extracto del concierto de Jordi Savall para viola da gamba del ciclo “Origen y esplendor de la viola da gamba”. Obras de Sieur de Machy y Marin Marais.
Cíclos de Miércoles, 28 de mayo de 2014.

El “Prélude” del Sieur de Machy que abre esta sección se desarrolla en un estilo antiguo, aún heredero con la técnica de la tiorba. Contrasta con las piezas de Marais, en estilo moderno: expresividad y virtuosismo técnico, exploración tímbrica y predominio de la melodía son los elementos que caracterizan a estas piezas. Con ellas, la viola da gamba demuestra ser el instrumento que, con mayor precisión, podía imitar la voz humana.

A realidade ainda existe?

Ontem, por acaso, revi "The Matrix", o filme de 1999 dos irmãos (agora irmãs) Wachowski. O filme alterna entre sequências de ação visualmente inovadoras, uma interessante mistura de várias ideias que o cinema, a banda desenhada e a televisão andavam a trabalhar há anos e discursos pomposos de filosofia pop sobre a natureza da realidade. É esta última parte que parece ter envelhecido pior e me parece, contudo, mais necessária que nunca.

Há uns dias, tinha lido um texto ("I'm With The Banned" de Laurie Penny) sobre Milo Yiannopoulos, o troll de extrema direita suspenso pelo Twitter. Tinha-me assustado e deprimido.

Hoje, por acaso também, cruzei-me com dois textos que partindo do momento informativo e político atual (Trump, Brexit, Putin, terrorismos vários e crise dos media tradicionais), tentam uma análise de uma realidade pós-facto e pós-verdade em que vivemos, um mundo dominado pela irrelevância da aderência do discurso à realidade.

O primeiro está no site da Granta, toma um caminho mais filosófico e aponta o momento presente como consequência natural e inevitável do pós-modernismo. Fala ainda da importância da nostalgia no presente, um tema que me é particularmente caro. O título é "Why We're Post-Fact" e o autor é Peter Pomarentsev.

O segundo é do The Guardian, tem como título "How technology disrupted the truth" e a autora é Katharine Viner. Aqui o discurso é mais colado à atualidade e à realidade dos media. Acaba assim:

We are privileged to live in an era when we can use many new technologies – and the help of our audience – to do that. But we must also grapple with the issues underpinning digital culture, and realise that the shift from print to digital media was never just about technology. We must also address the new power dynamics that these changes have created. Technology and media do not exist in isolation – they help shape society, just as they are shaped by it in turn. That means engaging with people as civic actors, citizens, equals. It is about holding power to account, fighting for a public space, and taking responsibility for creating the kind of world we want to live in.

O que me preocupa é perceber que textos longos, informados, documentados, responsáveis como estes podem facilmente ser ignorados, arrumados como mais uma diatribe de intelectuais queixinhas que estão a ver o seu mundo acabar e só se sabem lamentar. Até porque um dos links abaixo do artigo do The Guardian é de um artigo sobre novas descobertas relacionadas com "o mistério do orgasmo feminino". Muito melhor.

Eu sei, são textos longos, dão trabalho a ler e perceber e nem sequer nos deixam a sentir bem no fim da leitura.

Tenho cada vez mais a sensação de viver numa ficção entre os clássicos distópicos de Orwell, Huxley e Atwood (et alia) e episódios de Mr Robot ou Black Mirror. Se a realidade vai deixar de interessar, o mundo vai implodir sob o peso da sua própria mentira. E eu ainda devo estar vivo.

A ilustração abaixo vem do artigo do The Guardian e é de Sébastien Thibault.

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Deqn Sue: NPR Music Tiny Desk Concert

Deqn Sue rose above a crowd of close to 7,000 entries and almost won our Tiny Desk Concert Contest earlier this year. I so loved her song and her performance of "Magenta" that I invited Deqn Sue — along with her producer, Kelvin Wooten — to my desk to perform that song and more.

What you'll hear is a witty soul and a powerful singer backed by precise beats, melodic bass and electronics, all wrapped in humor and heart. You can find the first song she performs here — "Bloody Monster," which she wrote after being on the receiving end of a racist comment from her roommate — on a new EP called Snack. And you can watch her Tiny Desk Concert Contest video entry here.

Set List
"Bloody Monster"
"Flame"
"Magenta"
Credits

Producers: Bob Boilen, Morgan Walker; Audio Engineer: Josh Rogosin; Videographers: Morgan Walker, Julia Reihs; Production Assistant: Kate Drozynski; photo by Jun Tsuboike/NPR

MTV explica a Internet nos anos noventa

From The Next Web:

Way back in the mid-90s, MTV was breaking their head about this weird new technology that was taking the world by storm — the Internet.

It’s hard to believe, but there was a time when people were still writing about the internet with a capital I, while using terms like ‘cybervoyagers’.

In 1995, they decided it was time to let their audience in on this hidden secret — and what better way to do it than by opening a can of celebrities?

Michael Jackson, David Bowie, Sandra Bullock, Ozzy Osbourne, Moby and — yes — Coolio, they’re all here for this amazing piece of nostalgia.