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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Frank Ocean - Boyfriend

my boyfriend drives a lil bucket
when it rain it fills up with rain
my boyfriend he gon pick me up
don’t distract him at the wheel
in his lane
he’s the only one

 

my boyfriend he misses me when i’m gone
so he don’t forget me
there’s a song he sings
calms his nerve, endings
my boyfriend is friendly
and we don’t want no problems

 

i could say that i’m happy
they let me and my boyfriend become married
i could say that i’m happy
but cross my heart i didn’t notice
hope to die no never, we voted
me and my boyfriend cast our ballot
every kiss reads like a poem
making wrongs right like a poem

 

i couldn’t say i dream of you
because my dreams are filled with no one
and all is lost
me and my boyfriend we found
we don’t hope for beyonds at all
me and my boyfriend spend time
and that’s all i’m holding on
this time

 

we got permission
nothing’s above condition
but this ain’t a thang
it’s a mission

 

can’t join the band so sing along
me and my boyfriend got it going on
sleep with fans and t shirts on
asleep in vans your legs all strewn
across my lap
tan lines where your watch was strapped
you took off to make time

 

cut your hair
you left it long
i love to stare
there’s nothing wrong
and if i die while i’m asleep
i pray to God my boyfriend
keeps my secret
peace

Thomas Dworzak - Pokémon Go!

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There is a scene in the 1961 French-Italian film 'L’Année dernière à Marienbad' where characters, rendered in black and white, move enigmatically around the grounds of a palatial château. There is something curious and slightly off about their difficult interactions, their jagged positioning combined with the geometrically manicured gardens evoke a game of chess. This plays into the experimental narrative structure of the film, in which time and space are warped concepts. This summer, Magnum photographer Thomas Dworzak observed a similarly curious phenomenon in Paris. On returning to the city this summer after some time traveling, he was intrigued by slow-moving crowds of people, hunched into their iPhones, walking with a sense of purpose and then stopping suddenly on seemingly invisible marks. They had discovered the augmented reality videogame app sensation 'Pokémon Go!'.

O que é o contemporâneo?

É segunda-feira e toda a gente precisa de acordar com um pouco de filosofia a sério, de pensamento como deve ser, e o José Bragança de Miranda foi um dos meus professores favoritos de sempre.

O QUE É O CONTEMPORÂNEO?

Quarta-feira, 10 de fevereiro às 18h no Auditório do Museu Colecção Berardo - Entrada Livre

Conferencista: José A. Bragança de Miranda Bio: José A. Bragança de Miranda é doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa (1990), com agregação em «Teoria da Cultura» (2000) na mesma Universidade. Atualmente é Professor Associado do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, colaborando desde 1992 como Professor Catedrático convidado na Universidade Lusófona. Tem leccionado nas áreas da Teoria da Cultura e das Artes Contemporâneas, da Teoria dos Media e da Cibercultura. É investigador do «Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens» (CECL).

Resumo da Conferência: Numa época em que a aceleração da vida, a electrificação do tempo e a sensação de um certo encalhamento da história se afiguram como realidades incontornáveis, torna-se necessário pensar a questão do "contemporâneo" e o seu cortejo: o presente, o actual, o instante ou o "agora". Se desde sempre existiu um desprezo pelo presente, de origem teológica e apocalíptica, em função de um futuro radioso ou de uma passado heróico, é forçoso constata-se que "o agora" continua a ser fonte de perturbação, mesmo em autores como Lévinas, Agamben ou Badiou por recearam uma sacralização do existente e dos poderes que o ordenam. Boa parte das análises do contemporâneo enredam-se em dialécticas subtis, já presentes em Marx e em todo o utopismo, para voltar o presente contra si próprio, para se evadir dele, para "abrir" outras possibilidades. Ora, o contemporâneo não é uma "categoria" e muito menos uma categoria de tempo, mas é da ordem do eclodir, do aparecer e do enviar. Isso não se deve a uma mudança da interpretação ou de filosofia, mas à própria tessitura da "substância do mundo". Contra o velho desprezo por tudo o que existe, sempre um menosprezamento da vida, reconhecer a total dignidade do contemporâneo é, assim, a primeira condição para responder às urgências e à crise da época e obviar ao escapismo.