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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Thomas Hardy - 'According to the Mighty Working'

                         I 

 

When moiling seems at cease 

       In the vague void of night-time, 

       And heaven's wide roomage stormless 

       Between the dusk and light-time, 

       And fear at last is formless, 

We call the allurement Peace. 

 

                         II 

 

Peace, this hid riot, Change, 

       This revel of quick-cued mumming, 

       This never truly being, 

       This evermore becoming, 

       This spinner's wheel onfleeing 

Outside perception's range.

Livros (e outras coisas) deste ano.

Gosto muito de listas mas mais de lê-las do que fazê-las. Quando me ponho a enumerar, alguma coisa me escapa sempre, escolhas injustas acabam feitas e no fim saio irritado e desiludido com o empreendimento. Quando é coisa de pôr por ordem de preferência ou limitar à dezena, então, é o cabo dos trabalhos.

Em relação a cinema, nem vou tentar. Vi filmes em festivais, no cinema, no Netflix, via Videoclube, em Blu-Ray, no ecrã da sala escura, no ecrã de um computador, no ecrã da televisão. E tentei não ver nada que detestasse particularmente. E alguns gostei realmente muito e até revi ou tenciono rever.

A televisão, não me posso esquecer de contar com a televisão!

Em relação a música, ouço-a de tantas maneiras diferentes que o registo é difícil: em CD, vinil, no Apple Music, Spotify, Soundcloud, Youtube e tudo o resto que me aparece à frente. Diz-me o Last FM (que apenas regista alguns e quando lhe apetece) que o álbum que mais ouvi foi a banda sonora do Nocturnal Animals, do Abel Korzeniowski, que o artista que mais ouvi foram os R.E.M. e que a faixa que mais ouvi foi 'Candy Says' dos The Velvet Underground. Mas diz-me também que ouvi 462 artistas diferentes, portanto vale o que vale, nesta época em que toda a música está disponível. Vá, arredondemos para 500.

Em relação a livros, o Goodreads tem-me ajudado a manter um registo mais ou menos fiel daquilo que começo e acabo, ainda por cima assim arrumadinho com bonecos e tudo. Ficam por registar os que apenas consulto, folheio, largo, distraído, os que compro e esperam o seu tempo que há de vir. Duas ou três notas: há banda desenhada extraordinária a ser publicada; há poesia extraordinária e, em alguns casos, fortemente política, a ser publicada, sobretudo em língua inglesa; li, aliás, quase só em inglês, um hábito já de alguns anos mas que este ano bateu mais forte porque precisava mais de pensar em inglês (os motivos para isso não vêm agora ao caso, talvez algum dia venham); não quer isto dizer que despreze a literatura lusófona ou de qualquer outro país; o ano ainda não acabou e é provável que esta lista esteja ainda incompleta.

O que mais quiserem saber, não hesitem em perguntar.

livros.png

P.S.: Faltam também aqui os livros de fotografia, uma meia dúzia este ano.

Capitão Fausto - Tem de Ser

Music performed by Capitão Fausto
Music by Capitão Fausto
Lyrics by Tomás Wallenstein
Mixed by Nuno Roque and Capitão Fausto
Mastered by Miguel Pinheiro Marques

Directed by
Ricardo Oliveira

Written by
Ricardo Oliveira and Capitão Fausto

Producer
Ricardo Oliveira and Tomás Wallenstein

Cinematography
Ricardo Oliveira

Editor
Ricardo Oliveira

Lucie Brock-Boido - Freedom of Speech

If my own voice falters, tell them hubris was my way of adoring you.

The hollow of the hulk of you, so feverish in life, cut open,

 

Reveals ten thousand rags of music in your thoracic cavity.

The hands are received bagged and examination reveals no injury.

 

Winter then, the body is cold to the touch, unplunderable,

                                 Kept in its drawer of old-world harrowing.

 

Teeth in fair repair. Will you be buried where; nowhere.

 

Your mouth a globe of gauze and glossolalia.

And opening, most delft of blue,

                                                                  Your heart was a mess—

 

A mob of hoofprints where the skittish colts first learned to stand,

Catching on to their agility, a shock of freedom, wild-maned.

 

The eyes have hazel irides and the conjunctivae are pale,

 

With hemorrhaging. One lung, smaller, congested with rose smoke.

The other, filled with a swarm of massive sentimentia.

 

                                                                   I adore you more. I know

The wingspan of your voice, whole gorgeous flock of harriers,

 

Cannot be taken down. You would like it now, this snow, this hour.

                                 Your visitation here tonight not altogether unexpected.

 

The night-laborers, immigrants all, assemble here, aching for to speaking,

                                                                                        Longing for to work.