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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Memo.

Tenho poucas dúvidas de que, nos últimos anos, algum do trabalho mais criativo e inovador no audiovisual americano tem sido feito em televisão e não no cinema. O cinema americano continua a conseguir captar o nosso imaginário e aceder ao nosso universo partilhado de cultura popular de uma maneira extraordinária, sim, mas... com orçamentos de marketing da ordem das centenas de milhões de dólares, com "remakes" uma e outra vez de filmes e modelos e formatos (sim, há formatos no cinema) e com uma re-alimentação constante de outras formas da cultura popular (Harry Potters, Super Heróis e outros que tais), é fácil continuar a fazê-lo.

O que é difícil é intrigar audiências, sacudi-las, emocioná-las num nível mais profundo do que a superfície do espectáculo. "Lost", "Six Feet Under", "Sopranos", "The Wire", "Boston Legal", "Family Guy" são apenas alguns exemplos com maior ou menor originalidade no formato, na escrita, no trabalho de câmara e de actores e no produto final mas todos, de um modo geral, muito mais interessantes do que a média da produção americana dos últimos anos.

Isto vem a propósito destes memos de dois críticos de cinema para Hollywood. Sinceramente... soam-me desesperados.