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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Domingo.

Trovejou logo pela manhã e ainda chove de vez em quando, passa uma nuvem mais gorda e descarrega água sobre os incautos, como aquele entregador de pizzas que abre e levanta as pernas na mota quando passa por uma poça que ainda não secou.

Eu tive uma manhã de ronha ao som da chuva que me soube que nem ginjas, ou bolachas Walker de manteiga com leite, ou uma tosta mista do Spot ao pé do São Luiz. Há coisas que sabem assim bem, na vida.

Adeptos do Benfica e do Sporting parece que se maltrataram, a propósito dos júniores, para começar já a dar-lhes educação, que de pequenino é que se torce o pepino. A maior parte deles já deve sonhar um dia valer muitas dezenas de milhões de euros e ir morar para Madrid.

As eleições que restam este ano já têm datas marcadas e eu suspiro com tanto tempo que falta e tão pouca paciência que tenho para a demagogia de cá para lá, seja a tiros de canhão ou de fisga, cuspindo perdigotos ou sussurrando nos corredores.

Nas Honduras prenderam um presidente, no Irão há milhares de desaparecidos (se calhar é uma estratégia para bater certo a conta da população com a dos votos) e por cá, um ex-banqueiro viaja de avião privado com 40 seguranças. Estou para ver como o vão prender.

É domingo. Vou virar-me para o outro lado a ler.