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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Filmes vistos.

Apesar da obsessão, os últimos tempos do meu consumo cultural não pertenceram em exclusivo ao Stieg Larsson, vi também alguns filmes. Foram eles:

  • Brüno - Boçal e primário, com algumas farpas bem apontadas ao american way of life mas muito discutível de todos os pontos de vista. E é um sucesso nos Estados Unidos, o que parece provar que muitas das piadas passam ao lado do respectivo alvo. Ainda assim ri-me com algum frequência, talvez para não chorar.
  • The Mothman Prophecies - Um thriller sobrenatural com sete anos de idade, Richard Gere, Laura Linney e Debra Messing (a Grace do 'Will and Grace'). Interessante e bem construído, sem aquecer muito ou arrefecer em particular.
  • Incendiary - O tema do terrorismo começa a dar filmes mais maduros, mais focados nas personagens e menos em teorias da conspiração, política e os grandes momentos da História. Aqui o 'grande momento' é completamente ficcional, o que nos ajuda a concentrar na excelente interpretação de Michelle Williams. Uma das personagens é um especialista em bombas, o que voltou a abrir-me o apetite para o "The Hurt Locker" (como se fosse preciso).
  • Departures (Okuribito) - O vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro deste ano sobre a morte, as famílias, com belíssima música e um Japão rural que a cada momento me fazia pensar nos melhores Miyazakis. Soube tão bem que fui comprar o "Tokyo Sonata". Mas ainda não vi.
  • Fireflies in the Garden - Quase escondidas pelo cinema, passam pequenas pérolas e mal damos por elas, apesar de um elenco que inclui Julia Roberts, Willem Dafoe, Emily Watson, Ryan Reynolds, Carrie-Anne Moss e Hayden Panettiere. O filme já é do ano passado e passou a correr pelas salas portuguesas este ano. É a longa metragem de estreia de Dennis Lee, que também é autor do argumento. Li algures que o tema era uma família disfuncional, mas sinceramente, acho que o tema é só a família, visto que não acredito em famílias funcionais. Mas isso sou eu. Seja como for, gostei muito e quero mais e nem me importa que o tom roce de vez em quando o eventual lugar comum.
  • Revolutionary Road - Já que estamos a falar de famílias... Li e gostei muito do livro de Richard Yates há uns meses. Evitei ver o filme antes de acabar de ler, por isso só vi o filme do Sam Mendes agora. É uma excelente adaptação do livro e é uma aula de argumento ouvir o realizador comentar as cenas que acabou por deixar de fora no filme e que estavam no livro. Só duas notas. Rever o casal DiCaprio/Winslet naquela situação é um bom anti-conto-de-fadas, porque mesmo que o Titanic acabe mal (Spoiler!), não deixa de ser um conto de fadas. A outra é para a realização de Sam Mendes, absolutamente brilhante na utilização dos espaços, no enquadramento dos personagens, entre a prisão e a libertação, na utilização dos espelhos, dos vidros, dos reflexos, das transparências. Mesmo assim, o livro deixou-me mais abananado, mas isso sou eu que escrevo.

E por falar nisso, comecei a ler o "Cosmopolis" do Don DeLillo.

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