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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

O Cravo Bem Temperado

Ontem fui ouvir a genial Angela Hewitt tocar a primeira parte do Cravo Bem Temperado de Johann Sebastian Bach à Gulbenkian e amanhã irei ouvi-la de novo, tocar o segundo livro da mesma obra.
Duas ou três notas sobre o assunto. Quando andava a escrever "Em Silêncio, Amor", fartei-me de ouvir música em piano mas nunca cheguei a ir assistir a um concerto ao vivo. Consola-me que grande parte das sensações que me assaltaram ontem não tenham sido inesperadas ou desconcertantes em relação ao que escrevi. Consola-me que a música tenha embalado novas ideias para coisas que ando a escrever.
Segunda nota, o Grande Auditório não estava cheio. Será sinal de alguma coisa? Assinaturas não aproveitadas? Falta de paciência para uma obra extensa e estruturalmente repetitiva de Bach (duas horas e meia de concerto)? Ou só ignorância de uma das maiores pianistas da actualidade?
Terceira nota. Muita terceira idade. Pouca juventude. As tosses do costume e a irritação do costumo por elas gerada. Amanhã há mais.