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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Um jardim vertical.

A culpa deste post é do Senhor Palomar, que chamou a atenção para este excelente texto de Antonio Muñoz Molina, publicado no ElPais.com, sob o sugestivo título "Ciudades Sin Civilización". E toda a gente sabe que o tema das cidades me interessa de sobremaneira. O dito texto refere a dado passo, a nova sede da Fundación La Caixa, junto ao Paseo Del Prado, em Madrid e o seu jardim vertical. Podem comprovar aqui ao lado. Achei a ideia fantástica e não deixarei de passar por lá, quando voltar a Madrid.

Um pouco mais de investigação revelou tratar-se de uma proposta do atelier de Herzog & De Meuron, vencedores do Prémio Pritzker, responsáveis por edifícios que muito aprecio, a começar pela magnífica reconversão da Tate Modern - também a Fundación La Caixa é a reconversão de uma antiga central eléctrica.

Que eu saiba, não faz parte do projecto de nenhum candidato à Câmara Municipal de Lisboa a reconversão do mono industrial que é a Central Tejo, num projecto arquitectónico arrojado e que traga vida (ainda mais vida) ao bocadinho de beira rio em que se situa. Eu sei que o edifício é da EDP e que a coisa nunca será fácil de fazer, até porque aparecerão logo hostes de tendência reaccionária, apontando que o edifício deve ser mantido tal e qual está.

Há anos, fui consultor em alguns projectos de museus, do lado da tecnologia interactiva, numa altura em que estava muito na moda deitar fábricas abaixo e deixar apontadas ao céu, as chaminés de tijolo vermelho. Dizia alguém numa reunião, já não me lembro quem "vista uma chaminé, já se viu todas, não percebo a obsessão". Um bocadinho mais de coragem arquitectónica em Lisboa se calhar não era mal vista...

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