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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Liedson "resolve".

Eu não percebo os adeptos do Sporting que rejubilam por Liedson "resolver", isto é, marcar frequentemente o golo que tira de sarilhos o resto da equipa, pródiga, pela sua incompetência, em se encontrar nos ditos. É um atestado de menoridade a uma equipa de futebol, precisar de um abono de família assim. Até porque Liedson não é um avançado brilhante. É um "gajo esperto" que com a sua persistência e manha aproveita a preguiça, falta de concentração, falta de rins e outras faltas que vão abundando nas defesas no campeonato português. Além de saber cair ao mínimo toque. É "levezinho", dizem.

Este post nem sequer é sobre o jogo contra a Académica. É sobre a convocatória de Liedson para a selecção nacional, que continua a dar abrigo a jogadores brasileiros de segunda e que não têm lugar na selecção canarinha. Sim, o Deco e o Pepe são bons jogadores e abandonaram, por isso, o campeonato português, menor, a troco de boas quantidades de dinheiro. Ocupam por isso no nosso imaginário, um lugar semelhante ao dos restantes estrangeirados que constituem a maior parte da selecção. Não são da guerra de cá. São tipos que jogaram cá e foram para vidas melhores.

Liedson nem isso. Reformou-se como abono de família do Sporting. E vive, confortável, nesse lugar, mesmo quando está mais fora de forma, corre menos, lhe saiem pior os toques, fica meia dúzia de jogos sem marcar. Sim, esforça-se sempre, faz sempre o que lhe pedem, corre mais que o resto do pessoal, chateia mais que o resto do pessoal e tem pontaria. É uma "esperteza" nacionalizá-lo e convocá-lo para uma selecção em que já ninguém parece empenhado em superar-se.

Vê-lo vestido de vermelho e verde vai fazer-me muita confusão. Não me peçam para torcer por essa selecção.