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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Simon Roberts.

Sempre gostei de fotografias de grande formato, encenadas ou não, abrindo horizontes sobre espaços e em contraponto ao outro género de que gosto muito, a fotografia íntima, despojada, crua quase. A maior parte das fotografias que tiramos no dia a dia, andam num meio termo cinzento entre uma e outra coisa, sem conseguirem o arrojo para serem isto ou aquilo. A maior parte das fotografias ditas turísticas nem a isso chegam e limitam-se a ser marcas de presença ou imitações visuais daquilo que a nossa memória tem de um lugar ou monumento, um postal ilustrado mental.

As fotografias de Simon Roberts pertencem à primeira categoria de que falei e em dois projectos paralelos, fotografou a Rússia ("Motherland") e a Inglaterra ("We English") de uma maneira que me deixa deliciado. Vale a pena clicar nos links e perceber como Roberts fez um trabalho exaustivo de investigação do território e das suas pessoas, das marcas que deixam no nosso imaginário e de como a fotografia, em todos os sentidos, as pode revelar.

Quatro exemplos aqui abaixo, dois da primeira série, dois da segunda: