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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Nebraska - Bruce Springsteen

Nos idos dos anos 80, quando ainda não havia Internet, o CD era uma miragem e eu ouvia Marillion e Scorpions em vinil (não, não me orgulho), um senhor do outro lado do Atlântico de nome Bruce Springsteen lançou um álbum de nome "Born in USA" que fez dele uma estrela planetária da música.

Como faço agora, muito mais facilmente, com motores de busca, peer to peer, lojas online e FNACs, dizia, como faço agora, na altura fui investigar a carreira do senhor. Aquele álbum não devia ter nascido assim do nada. Foi uma amiga de caracóis louros que me emprestou então o "Nebraska". Calculo que tivesse entrado lá em casa pela mão de um irmão mais velho. Lembro-me bem do nome enorme do Boss na capa do vinil, da simplicidade preta e vermelha do design (é fácil, está aqui a imagem ao lado).

Anteontem, estava a ouvir o Virginia EP dos The National (obrigado Dinis) e soou-me absurdamente familiar o "Mansion on the Hill". Fui investigar e voltei ao Nebraska.

A versão dos The National foi gravada num concerto que recriou o alinhamento original do álbum e que, além deles, incluiu gente como Martha Wainwright, Marc Ribot, Mark Eitzel e o próprio Springsteen.

Descobri mais coisas. Descobri que a primeira música se baseia no "Badlands" de Terrence Malick, um dos meus realizadores favoritos. Descobri que o grande Johnny Cash gravou no ano seguinte "Johnny 99", cantando duas das canções do álbum. Descobri também que chegou a ser gravada uma versão com a E-Street Band que nunca foi editada. As demos originais soavam muito melhor.

Gosto destes momentos de redescoberta. Escrevi um diálogo e tudo. Até porque aos 12, 13 anos, Nebraska soa muito pior do que aos 36. O próximo vai ser o the River.

 

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