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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

De que autores gosta?

Uma vez, numa das raras entrevistas que me fizeram a propósito da minha escrita, perguntaram-me uma das questões evidentes. “Quais são os teus autores favoritos?” Eu lancei-me a responder Paul Auster e depois tive uma branca, não saiu mais nada. São daquelas respostas que se preparam e eu não estava preparado, caloiro da coisa.
Gosto sobretudo de bons contadores de histórias e mais do que autores, tenho alguns livros de que guardo boas memórias, no estilo, na história, no momento em que os li.
“At Swim, Two Boys”, de Jamie O’Neill, que invoca a história dos 300 (muito antes de Frank Miller ou do filme) a propósito do movimento revolucionário irlandês, com ecos de James Joyce e Oscar Wilde. “Underworld” de Don DeLillo, fabuloso fresco americano. “A Estrada” de Cormac McCarthy, um dos grandes fenómenos literários recentes, mas mais ainda, o estilo “desértico” de “No Country For Old Men”. Adoro (sim, hiperbolicamente) tudo o que Michael Ondaatje já escreveu. Tudo. Prosa e poesia. Na história e no estilo.
Portugueses confesso que tenho lido pouco, mas tenho excelentes recordações de um verão a ler “Os Maias” há mais anos do que devia. Paul Auster, sim, algumas coisas mais antigas, “A Música do Acaso”, “Mr. Vertigo”. De Salman Rushdie, “Shalimar, o Palhaço” foi um regresso em grande forma e quero ler em breve “The Enchantress of Florence”. Allan Hollinghurst, Michael Cunningham, Philip Roth, Richard Ford, sim, muitos americanos e anglófonos. Agora ando a ler Colm Toibin, “A Dama das Camélias”, André Aciman, Murakami e Herberto Helder. Cada um quando calha. E espreito mais uns livros de referência que me ajudam no que ando a escrever.
E pronto, era a resposta que teria dado, se as coisas me ocorressem como agora, ao ritmo deste post. Aliás, se calhar até já tinha falado nisto. Foi só uma actualização.