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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Afinal era o João.

É provável que ninguém tenha reparado, mas naquele post ali atrás, enganei-me. Estava convencido que a Paixão de Bach que ia ouvir hoje era a Paixão Segundo São Mateus, mas afinal, Ton Koopman dirigiu um conjunto fantástico de músicos na Paixão Segundo São João, menos monumental, igualmente emocionante e com o brilhantismo próprio do velho Bach, desde o primeiro Herr até ao último Ewiglich (aqui ao lado, uma página do manuscrito). Que árias! Que coros! Que emoção naquele evangelista contando de novo essa história.

Mas não foi isso o mais impressionante, hoje. Como sucede por vezes no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, a parede de fundo era uma enorme janela sobre o jardim. E choveu quase do princípio ao fim. E relampejou. Apenas o excelente isolamento sonoro impediu os trovões, mas que interessa isso quando a música é sublime, os intérpretes se entregam a ela com paixão (perdoem-me o trocadilho) e o público vibra.

Bom, só falta então, pôr aqui o vídeo correcto, não? Não é a versão do Koopman, mas não sou eu que vou dizer mal do Harnoncourt e deste rapazinho.