Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Hoje vou estar com o meu editor.

O editor, como o produtor no cinema ou na televisão, como o director num jornal, é uma figura fascinante e que só por se manter na sombra a maior parte do tempo, não merece a atenção que devia. Cai na categoria geral de "gatekeeper", aqueles que controlam e gerem o acesso da criatividade ao espectador e vice-versa.

Numa era de generalização do 2.0, com a desintermediação do processo criativo, o acesso às ferramentas de publicação, blogs e afins, de auto-promoção, redes sociais e afins, e mesmo de auto-publicidade e venda, pequenos anúncios e afins, nesta era, dizia eu, em que a figura do autor parece banalizar-se, permitam-me o elogio à figura do editor.

Não há profissões mais difíceis do que aquelas que ficam no meio da estrada, sujeitas a atropelamentos, fúrias, enganos, ao escrutínio do público e às dúvidas íntimas. Ao editor cabe pesar nos muitos pratos da sua balança (estas precisam de mais de dois pratos), números, orçamentos, viabilidades, mas também criação, arte, génio e a maneira como ele pode ou não chegar ao maior número possível de pessoas ou, pelo menos, às pessoas certas.

Embora já seja raro vê-los queimados na fogueira da intolerância, alguns editores podem mesmo chegar a ocupar papel central na formação cultural de povos, na defesa da liberdade de expressão, no triunfo de alguns dos melhores escritores do século passado. Um exemplo aqui e outro aqui.

E sim, ando a ler muito o site do NYT.

2 comentários

Comentar post