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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Dunkirk

“Dunkirk” opens as hundreds of thousands of British and Allied troops are surrounded by enemy forces. Trapped on the beach with their backs to the sea they face an impossible situation as the enemy closes in.

“Dunkirk” features a prestigious cast, including Tom Hardy (“The Revenant,” “Mad Max: Fury Road,” “Inception”), Mark Rylance (“Bridge of Spies,” “Wolf Hall”), Kenneth Branagh (“My Week with Marilyn,” “Hamlet,” “Henry V”) and Cillian Murphy (“Inception,” “The Dark Knight” Trilogy), as well as newcomer Fionn Whitehead. The ensemble cast also includes Aneurin Barnard, Harry Styles, James D’Arcy, Jack Lowden, Barry Keoghan and Tom Glynn-Carney.

The film is being produced by Nolan and Emma Thomas (“Interstellar,” “Inception,” “The Dark Knight” Trilogy). Jake Myers (“The Revenant,” “Interstellar,” “Jack Reacher”) is serving as executive producer.

The behind-the-scenes creative team includes director of photography Hoyte van Hoytema (“Interstellar,” “Spectre,” “The Fighter”), production designer Nathan Crowley (“Interstellar,” “The Dark Knight” Trilogy), editor Lee Smith (“The Dark Knight” Trilogy, “Elysium”), costume designer Jeffrey Kurland (“Inception,” “Bullets Over Broadway”), and visual effects supervisor Andrew Jackson (“Mad Max: Fury Road”). “Dunkirk” is slated for release on July 21, 2017.

Dunkirk

Watch the Survival Teaser for Dunkirk, directed by Christopher Nolan. In cinemas July 21, 2017.

“Dunkirk” opens as hundreds of thousands of British and Allied troops are surrounded by enemy forces. Trapped on the beach with their backs to the sea they face an impossible situation as the enemy closes in.

“Dunkirk” features a prestigious cast, including Tom Hardy (“The Revenant,” “Mad Max: Fury Road,” “Inception”), Mark Rylance (“Bridge of Spies,” “Wolf Hall”), Kenneth Branagh (“My Week with Marilyn,” “Hamlet,” “Henry V”) and Cillian Murphy (“Inception,” “The Dark Knight” Trilogy), as well as newcomer Fionn Whitehead. The ensemble cast also includes Aneurin Barnard, Harry Styles, James D’Arcy, Jack Lowden, Barry Keoghan and Tom Glynn-Carney.

Nolan, Iñárritu, Jonze

Miguel Branco is a Canadian student, editor and all-around movie encyclopedia. He did these three really good supercuts.

Christopher Nolan is a British filmmaker born in London, England. Already stapled as one of the most entertaining, talented, and exhilarating directors of the past decade, Nolan’s nine feature-length films have brought us some of the best theater experiences we’re ever going to have, much due to his intelligent direction, attention to detail, and creativity a grandiose scale.

 

Alejandro González Iñárritu is a Mexican filmmaker born in Mexico City. Often dealing with tragedy, grief, and harrowingly dark and interconnected stories, Iñárritu’s directorial style relies heavily on the ability to create and develop compelling characters, plots, and motifs, all aided by equally powerful and beautiful imagery.

 

Spike Jonze is an American filmmaker born in Rockville, Maryland. Although he’s only directed four feature-length films, Jonze’s experimental and unique approach to telling stories is what sets him apart from the pack. From the story of a man falling in love with his operating system, to the adapted tale of a young boy’s adventures with a mysterious group of creatures, Jonze’s work has resonated with audiences around the world, channeling moments of melancholy, humor, and brilliance.

Coincidências.

Reparei há pouco, enquanto caía mais um aguaceiro tremendo, que a personagem principal da primeira longa metragem de Christopher Nolan, "Following" (1998), tem o símbolo do Batman na porta do seu apartamento. Eis o trailer:


E já agora, aquele meu pequeno exercício londrino inspirado na dita premissa do dito filme (e com banda sonora emprestada de "Inception", também de Nolan):

A Origem.

Há felizmente muitos tipos de cinema. Aprecio quase todos, desde que o filme, o resultado final, me faça sair da sala escura com um olhar mesmo que apenas um pouco diferente da realidade, como uma dúvida, como uma lucidez súbita. Gosto do cinema da calma e da subtileza das personagens, das suas relações, das suas histórias, mesmo que em contextos de violência extrema como é o caso, por exemplo, de "O Profeta" ou de incerteza moral como todo o cinema de Haneke.

Gosto também do cinema manipulador e labiríntico de Christopher Nolan, de "Following" a "Memento", passando pelo "The Prestige", "The Dark Knight" claro e agora este "Inception". Ou não fosse eu também um fã de Hitchcock, por exemplo.

Quando Peter Jackson conseguiu o que conseguiu com o seu "Lord Of The Rings", deram-lhe dinheiro para ele fazer o seu brinquedo, um desmesurado "King Kong". Quando Bryan Singer fez dos dois primeiros "X-Men" sucessos planetários, ofereceram-lhe um "Superman" de muitos milhões para ele brincar. Em ambos os casos da ambição resultaram filmes falhados, na minha opinião.

"Inception" é um filme diferente, é um filme de autor e esse autor é Christopher Nolan, cujas obsessões são a fundação mesmo do cinema na sua origem. Deram-lhe os milhões que pediu e ele foi mais longe do que nunca. Onde está a realidade e a ilusão? Onde começa e acaba uma história? Como manipular o espaço e o tempo? E nisto tudo, como suspender a crença do espectador e embarcá-lo connosco na nossa viagem. Não vale a pena dizer que está de pé sobre o ombro de gigantes e que cita abundantemente a história do cinema. Tarantino, por exemplo, fá-lo melhor. Não vale a pena dizer que as personagens são talvez esquemáticas porque o que lhe interessa é o jogo, a dinâmica entre elas. Se calhar em "Ocean's Eleven" por exemplo essa dinâmica está construída com mais destreza. Não vale a pena dizer que não é servido pelos mais excepcionais actores, basta lembrar o Joker de Heath Ledger. É tudo verdade, mas nada disso torna este um filme menor.

Podia continuar aqui o resto da noite a fazer apartes, mas a verdade é que "Inception" é um dos motivos por que o cinema foi inventado, tem uma história, um passado e um futuro. É um filme que trabalha a nossa memória e manipula o nosso desejo antagónico de realidade e de fantasia. Mesmo que no fim saiam decepcionados, mesmo que ao quarto passo de aprofundamento da viagem se sintam já cansados, mesmo que o ritmo da montagem perfeita vos enjoe, vão ver. Vale a pena.