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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Discovery

Star Trek: Discovery is an upcoming American television series created by Bryan Fuller and Alex Kurtzman for CBS All Access. It is the first series developed specifically for that service, and the first Star Trek series since Star Trek: Enterprise concluded in 2005. Set roughly a decade before the events of the original Star Trek series, separate from the timeline of the concurrent feature films, Discovery explores a previously mentioned event from the history of Star Trek while following the crew of the USS Discovery. Gretchen J. Berg and Aaron Harberts serve as showrunners on the series, with producing support from Akiva Goldsman.

Mindhunter

David Fincher provided Netflix with a smash hit when he helped usher in House Of Cards back in 2013, and now he's at it again.

The director has teamed up with Charlize Theron to bring a very different kind of show to the streaming service, Mindhunter, which will take us back in time to the 1970s, when FBI agent John E. Douglas was just starting to get a grip on the art of serial killer profiling.

iBoy

Tom is an average teenager whose world is turned on its head when a violent encounter with local thugs leaves fragments of his shattered smartphone embedded in his brain. He wakes from a coma to discover that returning to normal teenage life is impossible because he has developed a strange set of superpowers. With these new powers he sets out to seek revenge on the gang, who also assaulted his best friend Lucy.


iBoy is a Netflix original film starring Bill Milner, Maisie Williams, Miranda Richardson and Rory Kinnear and is available on Netflix globally from January 27th, 2017.

Stranger Familiar Things

Não é por existir uma relação entre a história, ambiente, personagens, estilo ou mesmo banda sonora de uma série ou filme e outro ou outros mais antigos que essa série ou filme é pior ou melhor. Seja essa relação de precedência, continuação, remix, reboot, todas as formas de ligação de que vive hoje parte da indústria do entretenimento. É verdade para o audiovisual, a televisão, o cinema como é verdade para a música, por exemplo, onde essa tradição autorreferencial existe desde há séculos.

É claro que é discutível se a referência a um imaginário ou a imitação mais ou menos literal são feitas com objetivos sinceros de homenagem e reinvenção, objetivos que têm a ver com a criação, ou outros, eventualmente mais cínicos como os do sucesso comercial junto de uma determinada audiência e da geração a que pertence. Mesmo esta discussão está inquinada à partida. Estamos a falar de entretenimento. A criação aqui não existe sem a audiência.

"Stranger Things", série da Netflix, é construída em cima destes pressupostos mas goza da liberdade da plataforma para contar aquilo que tem para contar em oito episódios, cada um com menos de uma hora, sem intervalos publicitários, consumíveis de seguida. Convoca um sem número de referências identificáveis pela minha geração. Os 'Duffer Brothers' peretencem à mesma filiação de J.J. Abrams e Joss Whedon, herdeiros de Steven Spielberg e George Lucas, eles por sua vez herdeiros do cinema clássico de Hollywood e outras latitudes. E mais gente, sim, muita gente (David Lynch, John Carpenter, Chris Carter - não saía daqui...).

Uma última nota para o lado político, essencial nos dias que correm. Não é uma luta entre detentores de poder máximo, super-heróis que, por muito que se atormentem, destroem tudo à sua passagem e acabam sempre por confirmar um triunfo dos mais fortes em que os meros humanos não passam do ocasional 'love interest'. É um elogio da amizade, da rebeldia, de gente destruída e perturbada que luta ainda mais uma vez por aqueles de que gosta mesmo que o inimigo pareça por vezes imaginado. É uma história de caídos e rebeldes.

Um delicioso prazer para noites quentes. E abaixo algumas das referências (mild spoilers).

References to 70-80's movies in Stranger Things from Ulysse Thevenon on Vimeo.

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This is a supercut of selected scenes from Netflix TV serie "Stranger" Things associated with scenes from 1970-1980's movies. Spot all the references of the producers of the series:


- The Goonies
- Alien
- E.T the Extra-Terrestrial
- Firestarter
- Poltergeist
- Close encounters of the third kind
- A nightmare on Elm Street
- Explorers
- The Shining
- Stand by me
- Carrie
- Commando

http://ulyssethevenon.com

A Christ-Mess is coming.

This winter, Bill Murray brings an extra-special dose of holiday cheer to Netflix with the premiere of an all-star musically-driven holiday special, A Very Murray Christmas. Set inside New York City’s iconic Carlyle hotel, A Very Murray Christmas opens with Murray preparing to host a live, international holiday broadcast. After a blizzard shuts down the production, he makes the best of the situation by singing and celebrating with friends, hotel employees and anyone else who drops by.

HBO, e agora?

hbo.png

É notícia de ontem a entrada da HBO em Portugal no princípio de Setembro. Notícia, diga-se, promovida da melhor maneira possível para quem a provocou, com o nascimento de um site destinado à recolha de dados pessoais de interessados cujo URL se espalhou pelo Facebook como fogo em palha seca. Para quem liga a estas coisas.

É aliás clicando na informação legal associada à recolha dos dados dos interessado, que descobrimos que quem os está a recolher é a NOS Lusomundo TV, S.A.. Uma primeira pista a dizer-nos pela mão de quem chega a dita HBO. Ora, a NOS tem já quatro canais de cinema e um de séries pago (TV Cine e TV Séries) e parte de cinco canais de desporto (Sport TV). O mov, embora exclusivo, tem outros donos. Eu sei que isto dos conteúdos, do entretenimento, das séries são coisas de pouco importância para reguladores e afins mas a verdade é que é muita coisa. Sobretudo se lhe somarmos os direitos sobre cinema em que quase todas as majors e grande parte do conteúdo independente estão nas mãos da NOS Audiovisuais.

Momento para disclaimer - o meu empregador é o MEO e sou responsável pelo MEO Kanal.

O panorama não é simples, até porque os direitos não são simples. Há direitos para exibição em canal de televisão incluido em pacote por subscrição, há direitos para exibição em canal aberto (RTP, SIC ou TVI), há direitos para gravações automáticas ou não, há direitos para outras plataformas (apps, websites, Playstation, Apple TV e afins) e, no caso dos filmes, há as salas de cinema.

Indo aos modelos de negócio de distribuição específicos para conteúdos específicos, a coisa complica-se um pouco mais. Só um exemplo: a 'Guerra dos Tronos', sem dúvida o maior sucesso da HBO dos últimos anos, é distribuída em Portugal pelo SyFy, um canal que é propriedade de uma das divisões da NBC Universal.

A HBO tem a minha idade, não é propriamente coisa de ontem, construiu a pulso o seu sucesso com investimento em conteúdos, alguns deles particularmente inovadores pela qualidade narrativa ou pelo investimento em valores de produção que eram, até aí, do cinema. E também o 'Sexo e a Cidade' (sim, ok, inovador por motivos diferentes).

Os irmãos mais novos da HBO aprenderam muito com o mano mais velho e é vê-los a gastar os rios de dinheiro feitos em negócios digitais (e não só) em novos e bons conteúdos. Estou a falar da Amazon (que continua a ignorar olimpicamente o cantinho luso) e da Netflix que vai entrar no nosso mercado em todas as plataformas lá para Outubro. E a HBO lançou também um primo destes mais novos, o HBO Go (vai existir por cá?) - é o chamado mercado over-the-top, basta juntar Internet.

Com a generalização da televisão de acesso pago, o panorama audiovisual português sofreu uma primeira desnatação: os conteúdos internacionais mais valiosos, susceptíveis de atrair audiências mais interessantes para os anunciantes migraram para os canais disponíveis nos vários pacotes de televisão. Nos canais em aberto ficaram concursos, telenovelas e entretenimento barato.

No mesmo movimento, generalizou-se o consumo ilegal, obrigando a um estreitamento dos períodos decorridos nas janelas de lançamento e a inovações como as gravações automáticas, elas próprias fortemente canibalizadoras de outros modelos como o do Video On Demand. 'Fear The Walking Dead' estreia simultaneamente nos Estados Unidos e no mercado global no mesmo dia, à mesma hora, na noite de 23 para 24 de Agosto, às 2h30 da manhã em Portugal, no AMC.

Netlfix e HBO são pagos por subscrição. Assumindo que vão puxar para si os conteúdos de maior valor em que investem, uma nova desnatação vai acontecer e o mercado da televisão vai ter mais degraus do que nunca. A Amazon, já sabemos, quer é vender sapatos. A nova era de ouro da televisão vai custar-nos mais do que nunca. E a Apple, o que anda a Apple a fazer?

Notícias da frente televisiva.

Vai por pontos que é sempre uma boa maneira de organizar ideias.

  • A Apple continua a sua já longa saga tentando entrar no espaço televisivo. A coisa não tem corrido muito bem. O New York Times explica que a empresa está a aumentar a colaboração com os gigantes do mercado americano como a Time Warner Cable e os produtores de conteúdos como a Disney. O objetivo é tentar dinamizar aquela caixinha a que chamaram Apple TV (também vale a pena ler “Apple’s Next Innovation: TV”)
  • Outro gigante, de seu nome Google (leia-se “Searching for the Future of Television”), está a ver se vira o modelo todo de pernas para o ar. Uma peça recente da Variety também aborda a questão.
  • Notícia de ontem é que duas das séries estreadas no Netflix, a saber ”House of Cards” e “Arrested Development (quarta temporada)”estão nomeadas para Emmys.
  • Por cá, as coisas vão acontecendo mais devagar, em crise e devidamente dimensionadas para um mercado de tendências anémicas. Seja como for, na minha sardinha a que costumo puxar a brasa, o MEO Kanal, estreou uma série nova do Chakall, entrou a Speaky TV e há dezenas de canais de candidatos autárquicos.