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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Larry Levis - In a Country

My love and I are inventing a country, which we can already see taking shape, as if wheels were passing through yellow mud. But there is a prob-lem: if we put a river in the country, it will thaw and begin flooding. If we put the river on the bor-der, there will be trouble. If we forget about the river, there will be no way out. There is already a sky over that country, waiting for clouds or smoke. Birds have flown into it, too. Each evening more trees fill with their eyes, and what they see we can never erase.

 

One day it was snowing heavily, and again we were lying in bed, watching our country: we could make out the wide river for the first time, blue and moving. We seemed to be getting closer; we saw our wheel tracks leading into it and curving out of sight behind us. It looked like the land we had left, some smoke in the distance, but I wasn’t sure. There were birds calling. The creaking of our wheels. And as we entered that country, it felt as if someone was touching our bare shoulders, lightly, for the last time.

Thomas Hood - No!

                   No sun — no moon! 
                   No morn — no noon — 
    No dawn — no dusk — no proper time of day — 
                   No sky — no earthly view — 
                   No distance looking blue — 
    No road — no street — no "t'other side the way" — 
                   No end to any Row — 
                   No indications where the Crescents go — 
                   No top to any steeple — 
    No recognitions of familiar people — 
                   No courtesies for showing 'em — 
                   No knowing 'em! 
    No traveling at all — no locomotion — 
    No inkling of the way — no notion — 
                   "No go" — by land or ocean — 
                   No mail — no post — 
                   No news from any foreign coast — 
    No park — no ring — no afternoon gentility — 
                   No company — no nobility — 
    No warmth, no cheerfulness, no healthful ease, 
        No comfortable feel in any member — 
    No shade, no shine, no butterflies, no bees, 
    No fruits, no flowers, no leaves, no birds, 
                   November!

Ponto de situação musical.

O concerto dos One Direction em Lisboa em Maio do próximo ano esgotou em menos que um dia. Move over Bieber.

Descobri o compositor barroco boémio Jan Dimas Zelenka e a sua música, aconselho vivamente. Curiosidade: as suas composições autografadas pensavam-se perdidas no bombardeamento de Dresden em 1945 mas felizmente não - ligação hipertextual na minha cabeça ao Slaughterhouse Five do Vonnegut - and so it goes.

Os Diabo na Cruz têm uma Luzia com um Mean Viana Blues Power - está no fim deste post.

Segundo o Last.Fm, no último mês ouvi muito Radiohead, Antony and the Johnsons, The Beatles, Cecilia Bartoli, Arcade Fire, Rufus Wainwright, a Filarmónica de Berlim, The National, John Eliot Gardiner (dirigindo Bach), Nada Surf (uma faixa em particular), Ivo Janssen (tocando Simeon Ten Holt), Christiane Jaccottet, Heinz Holliger, Jonathan Rubin, Klaus Stoll, Klaus Thunemann (e mais gente tocando Jan Dimas Zelenka), Amandine Beyer & Assemblée des honnestes curieux, Norberto Lobo (excelente para encerrar qualquer lista).

Acabei de ler o Telegraph Avenue do Michael Chabon e aconselho vivamente. Podia dizer que é um livro sobre a paixão da música e do vinil mas é, felizmente, muito mais que isso. É daqueles que eu gosto, sobre famílias, identidades, política, amores, história, referências musicais e culturais, cidades...