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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Livros On Demand.

É notícia desta semana do Guardian, referida pelo Cadeirão Voltaire, a chegada de uma máquina de "Livros On Demand" a Charing Cross Road, uma rua fetiche para mim, tantas e tão boas são as livrarias que lá residem. Não foi na Foyles (a minha favorita), foi na Blackwell.

A tecnologia tem evoluído e feito o seu percurso sobretudo nos Estados Unidos e sobretudo em locais onde a consulta e a investigação reinam, universidade, bibliotecas e afins. O património de meio milhão de livros corresponde sobretudo a obras já caídas no domínio público e como é natural nestas coisas, vai demorar até chegar ao conteúdo mais actualizado e mais popular, aquele em que ainda há direitos para pagar.

Por outro lado, a notícia não fala no preço a que fica o livro que sai da máquina, nem é possível perceber qual é a qualidade final do produto. Last but not least, numa era de desmaterialização de átomos em bits, de hipertexto, pesquisa, consulta e browsing, de crescente popularidade dos e-books, sobretudo neste tipo de livros, tenho as minhas dúvidas de que valha a pena andar a matar árvores para isto. Mas eles gastaram à volta de 135 mil euros no bicho...

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