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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

A ler, a ver, a ouvir.

Continuo a ler o "The Canal" do Lee Rourke, mas também as colecções de poemas "The Whitsun Weddings" do Philip Larkin e "Em Alguma Parte Alguma" do Ferreira Gullar. Além disso, uma mão cheia de livros de fotografia, como vem sendo habitual, incluindo o catálogo da exposição "Kiss The Past Hello" do Larry Clark, um do Gus Van Sant ("One Step Big Shot") e "Sublunaire" de Laurent Hopp. Já que estamos no fim do ano, aconselho também o "Freedom" do Jonathan Franzen e o "By Nightfall" do Michael Cunningham, duas das melhores coisas que li em 2010.

Vi em Londres o vencedor da Palma de Ouro de Cannes 2010, "Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives", e o delicioso "Chico & Rita" do Fernando Trueba e do Javier Mariscal. Nenhum dos dois tem ainda data de estreia em Portugal, mas não vale a pena perder a esperança. Ontem vi também o "The Sky Crawlers (Sukai Kurora)" do genial Mamoru Oshii, o autor de um dos meus favoritos, "Ghost In The Shell". O filme já tem dois anos e deve entrar directo no mercado doméstico em Portugal.

Ando a ouvir a versão do "Don Giovanni" dirigida pelo René Jacobs, mas também o álbum "Beatus Vir?", com Motetos e Sonatas do compositor alemão barroco Johann Rosenmuller, dirigidos por Amandine Beyer e a sua orquestra Gli Incogniti. Este merece mais uma palavra. Feito prisioneiro em Leipzig em 1655 por alegadas actividades homossexuais, escapou para a Sereníssima República de Veneza, onde acabou empregado na Basílica de São Marcos, a dar aulas num orfanato para raparigas e a compor as brilhantes peças que compõem esta edição.

Tirando isso, ando a ouvir também o "Mongrel Chopin" do Mário Laginha, muito bem acompanhado pelo Alexandre Frazão e pelo Bernardo Moreira. Apeteceu-me também voltar a coisas que não ouvia há uns tempos, o "Graceland" do Paul Simon, porque me irritam um bocadinho os Vampire Weekend nas listas de melhores do ano, o "Brothers" dos Black Keys, porque gosto de os ver nessas listas, a "Casa Ocupada" dos Linda Martini e o Chico Buarque ao vivo no Zenith de Paris, só porque sim.

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