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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

The Sense of an Ending

Como eu odeio o Julian Barnes! Odeio-o com cada célula do meu ser. Os deuses da literatura não deviam permitir a alguém escrever de forma tão viva, tão leve a falar de coisas como a memória e o remorso, os primeiros amores e os últimos ritos. Em "The Sense of an Ending", Julian Barnes escreveu um Tony Webster tão humano nas suas memórias e nos seus enganos, um Tony Webster entre o século XX e XXI, entre cartas e correio electrónico, o contentamento de uma vida vivida com prazer humilde e a redescoberta dos erros que tanto tempo depois podem atormentar.

Ontem escrevi aqui, neste blog, que tinha lido umas cinquenta páginas do livro. Hoje (já era hoje), acabei-o, mas nem muito tarde, é novela pequena de umas 150 páginas. Adormecer foi mais trabalhoso, a pensar na exactidão das palavras do Sr. Barnes, no que fica sugerido e nos permite imaginar de tudo o resto, nas dúvidas que nos deixa na cabeça sobre o que fizémos de certo e errado, na avaliação do tempo, na prisão do tempo em que somos actores e espectadores, transientes, perdidos. Mais uma coisa para levar a mal ao Sr. Barnes, essas horas de sono a menos. Ou talvez não. Time Will Tell.

Vou dedicar-me agora a "History of a Pleasure Seeker" de Richard Mason, esperando que seja mais leve, e pelo menos aproximado em qualidade. O problema é que já vem a caminho o novo do Michael Ondaatje, "The Cat's Table".

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