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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Muito mau.

Não tenho por hábito falar neste blog de coisas de que não gosto, mas não resisto a duas canções e respectivos videoclips.

Em primeiro lugar, mais um single de Britney Spears, de seu nome "Criminal". Nunca fui fã da senhora, mas reconheço-lhe alguma infecciosidade pop quando entrou em cena e mesmo alguma capacidade para recuperar um pouco do elan desse primeiro momento em faixas como "Toxic". Tudo uma questão de produção, a música nunca passou por ali.

O clip é que é realmente inenarrável. Não, ela nunca soube representar. E sim, os clichés sucedem-se a uma velocidade impressionante, logo desde aquele primeiro sotaque posh do homem que lhe dá uma estalada. Mas a minha dúvida é outra.

Então o homem bate-lhe. Aparece um outro, mais do povo, deduzimos pelo avental que arranca, pela barba, pela roupa, que espanca o agressor. E ela passa a música a cantar que está apaixonada por um criminoso enquanto se rebola com o seu salvador? Qual é a mensagem? Está apaixonada pelo criminoso que lhe deu um estalo? Ou o tipo que a salva é que é criminoso... por a ter salvo? Ou mesmo salvando-a... ele é mesmo um criminoso! E até morre no fim (oops, spoiler). Talvez o crime primeiro seja salvá-la. Talvez a Rihanna que tem alguma experiência dessas coisas, consiga explicar-nos. E o soft core requentado? E o product placement descarado? Ver para crer.

 

 

O outro clip fresquinho fresquinho é o novo e julgo que primeiro de mais um Carreira, o David desta vez. Lembro-me do Rui Vieira Nery ter falado em tempos da praga dos Câmaras no fado nacional. Na música popular, temos a praga dos Carreiras. E nem é da música que quero falar, embora não resista a perguntar se o senhor que inventou o auto-tune já se terá flagelado suficientemente. Carros caros, carinhas larocas, luzes, um mix étnico para disfarçar e algumas acrobacias para lhe dar cor urbana. Leva-se à bimby e sai mais um videoclip. O estado do país já não era deprimente o suficiente?

 

 

Perdoem-me se sou injusto, mas não aguentei ver qualquer um dos clips de princípio a fim, confesso.

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