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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Alex Stoddard

Isto da Net é o que é e mesmo juntando informações de várias fontes, o resultado nem sempre é fidedigno. Seja como for, tenho a apresentar-vos Alex Stoddard, um jovem fotógrafo. Este ano não terá mais de 18 anos. É, portanto, um muito jovem fotógrafo, um fotógrafo adolescente que se exprime online. Não é o primeiro, está longe de ser o último.

Tem um tumblr, uma página no Flickr e uma Nikon D3000 em que gastou todas as suas poupanças, mesmo antes de saber que era fotografia que queria fazer. Hoje nem pensa em ir para a faculdade, apesar da pressão dos pais, a fotografia é a sua vida.

Há uns tempos assumiu-se como homossexual e, ao contrário de algumas histórias terríveis que nos chegam do lado de lá do Atlântico, tudo correu bem. Não houve bullying e os pais aceitaram-no. O pai aliás limitou-se a perguntar se ele não queria mesmo ir para a faculdade.

Como muitos artistas - eu arriscaria que em particular na Internet - Alex é um narcisista assumido e embarcou num projecto a que chamou 365: tirar uma fotografia em cada um dos dias do ano que passou. Não se tratou, contudo, de um exercício simples de espelho ou mesmo de criar frames para um qualquer auto-retrato em stop motion, embora seja verdade que parte importante das fotos são auto-retratos. O projecto de Alex era mais ambicioso que isso. Em cada fotografia queria aprender alguma coisa, exprimir um conceito, inventar uma imagem.

Honestamente, acho o resultado um pouco distante do que costuma ser o meu gosto em fotografia. Talvez demasiado romântico, bucólico, simbólico, colado a alguma imagética da moda e da publicidade. Gosto mais, por exemplo, das fotos de Felix Werbowy, também ele muito jovem.

A questão é diferente. A questão é que um rapaz de 17 anos (a idade que tinha) fez centenas de fotografias, pós-produziu-as digitalmente e o resultado final em nada fica a dever a muitas das imagens que nos enchem diariamente os olhos à exaustão. Claro que se nota a aprendizagem, a adolescência, a descoberta, a imitação, mas também a originalidade, a invenção, a técnica e em alguns momentos, como neste aqui abaixo, até o brilhantismo.

O dinamismo, o brilho, o movimento, o enquadramento, a luz, a expressão que o instante capta, quase um êxtase berniniano, tudo me seduz nesta imagem. Um dia gostava de a usar para capa de um livro meu.