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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

As aventuras de Nathan Drake.

Uncharted 3 - Drake's Deception é o terceiro volume de uma série de jogos exclusivos para a Playstation 3. São jogos de aventuras, com elementos de plataformas, puzzles e uma boa dose de acção. Em termos de linhagem, a série Uncharted filia-se em jogos como Prince of Persia ou Tomb Raider, para citar dois dos exemplos mais conhecidos e que fizeram o salto para o cinema em grandes projetos. É o pagamento de uma dívida, mas já la vamos.

Não sou um jogador brilhante, longe disso. Prefiro jogar os jogos normalmente em modos mais fáceis e distraio-me muitas vezes. Já vi muitos jogos, contudo. Acho que a primeira plataforma em que joguei foi o Videopac da Philips, em casa de um amigo. Lembro-me de (tentar) jogar Match Day com o meu avô no ZX Spectrum. Fiz maratonas de Age of Empires. Num verão, nos Açores, só havia Warcraft II para jogar. Também profissionalmente, os jogos foram estando presentes na minha vida.

E contudo, muito mais presentes estiveram sempre os livros, o cinema, a música e, com isto tudo, as histórias e as maneiras de as contar. E eis-nos chegados a Uncharted 3, que acabei de jogar no chamado campaign mode, aquele que me interessa.

Este post serve só para ignorar todos os elementos tecnológicos, o 3D, a fluidez de movimentos motion captured, as texturas de água, areia, fogo, a jogabilidade, além é claro do modo multijogador, das armas de todos os tipos e feitios, puzzles e plataformas, tudo o que faz um jogo deste género.

O que me interessou foi a atenção aos diálogos, o trabalho de construção de personagens, a dinâmica da câmara, as referências ao mundo de aventuras do cinema. Há uma sequência a cavalo em perseguição de um comboio de veículos motorizados, há uma sequência em mares agitados, há um avião, há até elementos de jogo em queda livre. O ritmo está exatamente medido.

E depois há ideias de enquadramento, de iluminação, de fotografia. Não me lembro de ver em jogos planos tão gerais como aqueles do deserto em que, apesar de tudo, continuamos a caminhar, a jogar. Aliás, toda essa sequência é brilhante, mesmo exigindo pouca intervenção por parte do jogador.

Tudo somado, o que me parece o principal triunfo do jogo é o equilíbrio entre elementos que pertencem tradicionalmente a este universo com aquilo que bebe do cinema. E aí acabo a perguntar se, para quem gosta de "aventura", o jogo não começa realmente a ser melhor opção que o filme. Não é inocente, o anúncio japonês que usa... Harrison Ford.

 

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