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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Point of View.

A questão não se resume aos óculos da Google. É uma tendência, um movimento, uma maneira de estar naquela zona cinzenta que cruza o ciberspaço com o mundo dito real, seja ele o que for. Lembro-me de estar há anos numa conferência onde, em jeito de brincadeira, havia um teste para descobrirmos qual era o nosso "grau de ciborguidade". Usar óculos era um dos primeiros critérios para ser considerado ciborgue. Check.

Há também o Instagram e o Foursquare, a timeline do Facebook, as aplicações de foodspotting, outras que registam quanto andamos ou corremos e por onde o fazemos, todo um mundo de maneiras de informar, registar e partilhar as nossas deambulações pelo mundo real.

A propósito disto, só alguns links e pistas para reflexão.

Luke Wroblewskiusou os Google Glasses durante algum tempo e acha que estamos perante um protótipo de tecnologia futura mas que para já o incómodo é maior do que o valor.

O David Zax escreveu um artigo interessante sobre a estética do ponto de vista na primeira pessoa. Ele fala do "Lady in the Lake" mas o Bakali corrige-o e aponta que o primeiro filme filmado com um ponto de vista na primeira pessoa "é alemão e de 1925, uma obra-prima de Ewald Dupont, que nem sequer aparece no IMDB."

Hoje chegou-me também notícia da Memoto Lifelogging Camera, uma máquina fotográfica minúscula wearable que tira e partilha fotografias de 30 em 30 segundos. A visão é simples (?), toda uma vida registada. O vídeo abaixo explica.

Com tudo isto, não me resta fôlego para falar sobre privacidade, espaço público, o panopticon e o big brother mas vale sempre a pena rever as fotos de Richard Ross sobre a arquitetura da autoridade que publiquei ontem.