Upstream Color.
Vi este fim de semana um dos filmes do ano, que eu saiba ainda sem distribuição comercial prevista em Portugal. Mas é normal, não é só cá. Segundo percebo, fez o circuito de alguns festivais e só teve distribuição limitada nos Estados Unidos e Canadá e, agora, no Reino Unido. Não importa muito, a partir do site oficial pode ser visto on demand na Net e comprado numa variedade de formatos, nomeadamente em Blu-Ray, o formato em que eu o vi.
Feito o prefácio sobre a questão da distribuição, o filme é Upstream Color de Shane Carruth. Shane também produz, entra como ator, compõe a banda sonora, fez trabalho de câmara e montagem. É o verdadeiro filme de autor.
É uma ficção científica com algumas piscadelas de olho a história de amor e a proposta política. O estilo é sonhador e impressionista, sem concessões à linearidade, ao ruído, ao efeito e sem resvalar nunca para a hipótese de um misticismo kitsch. O resultador é excelente. Já tinha estranhado e depois entranhado Primer, a estreia do realizador. Agora gostei ainda mais deste. Abaixo o trailer, três clips e o magnífico cartaz.
