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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

La Chaconne.

The partita is the world. The world is the partita. The twelve-minute Chaconne is an entire book, the gospel of the violin. In the beginning was the Word, and the Word was with God, and the Word was God. In the beginning was the Partita, and the Partita was with God, and the Partita was God. I feel as if on the edge of greatness, on the edge of uncovering the power, the perfection hidden in the twelve-minute Chaconne. Surely, if I understand it, if I play it as he means me to, a new world will open to me.

J.S. Bach: Chaconne For Solo Violin, From Partita No. 2 In D Minor by James Ehnes, Violin

Johann Sebastian Bach [1685 - 1750], Chaconne, From Partita No.2 In D Minor, BWV 1004 / Album: Heifetz In Performance [Polygram, DVD 1970] / Violinist: Jascha Heifetz [1901 - 1987]

Jump for Joy!

Jump for Joy (Duke Ellington/Sid Kuller/Paul Webster/arr. Eden MacAdam-Somer)

 

Performed by Eden MacAdam-Somer

 

This recomp of Ellington's work was inspired during a Contemporary Improvisation production at new England Conservatory in 2011. Thanks to Anthony Coleman for suggesting an exploration of Ellington’s influences, including African American Spirituals and folk dance traditions.

Ibragimova e a Partita de Bach

Em Dezembro de 2014, por motivos de que já não me lembro, não consegui assistir a um evento prodigioso no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian: a  jovem violinista russa Alina Ibragimova (faz 30 anos no fim de setembro) tocou a integral das partitas e sonatas de J.S. Bach para violino solo, uma maratona de três horas e meio com um intervalo de 60 minutos pelo meio.

Publiquei ontem a mesma Alina tocando uma sonata de Ysaÿe e achei que era uma boa altura para a partilhar tocando a fantástica Partita No. 2, em Ré menor, BWV 1004. Porquê esta? Por causa da Ciaccona. A Cristina Fernandes, no programa da Gulbenkian, explica muito melhor do que eu:

"A Partita II apresenta a habitual sucessão de quatro danças, seguida de uma monumental Chaconne que constitui uma das peças mais brilhantes e virtuosísticas da literatura violinística de todos os tempos. Esta famosa página é a mais longa da série, formando uma sequência contínua de variações, geralmente aos pares, sobre um ostinato constituído por duas secções quase idênticas de quatro compassos. A exposição e o epílogo enquadram 32 variações, que descrevem um grande arco tonal que unifica um discurso prodigiosamente imaginativo, ao longo do qual proliferam múltiplas figurações melódico-rítmicas, com células derivadas, como se fossem variações das variações."

Talvez ouvir.