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Sim, é tudo verdade: os Óscares são uma gigante operação de marketing da indústria americana de cinema; os filmes que por lá passam representam uma percentagem pequena de todo o cinema que se faz no mundo e não necessariamente o melhor; o próprio cinema como forma de entretenimento no momento atual enfrenta dilemas e concorrência de todo o lado.
E no entanto... Não há, anualmente, maior celebração coletiva e instantânea do prazer do cinema como entretenimento, como arte, como indústria, como lente aumentada sobre o encanto da imagem em movimento, um dos mais perenes, mais profundos prazeres da minha vida como consumidor cultural. E não, os óscares não são sempre a mesma coisa, são uma tentativa permanente por parte de quem nos entretem para perceber o zeitgeist, para perceber que sonhos e desesperos nos movem. Por isso o apresentador é Seth MacFarlane, este ano. Por isso Amour de Michael Haneke está nomeado ao lado de Beasts Of The Southern Wild. Por isso as curtas de animação estão todas na Internet e são todas maravilhosas. Por isso vou voltar a ficar acordado na noite de domingo.
Aqui abaixo, o fantástico cartaz que este ano celebrou 84 de vencedores do óscar de Melhor Filme.
...que parte de um dos meus favoritos para o Óscar de melhor longa de animação tinha sido impresso em 3D. Faz sentido, claro. Vale a pena espreitar esta galeria da Wired e ver o vídeo no final. Continuamos a vislumbrar um futuro mais táctil e no caso de Paranorman, o resultado final tem muito bom ar.
Ontem, ao receber o seu óscar de melhor filme do ano, Michel Hazanavicius agradeceu três vezes a Billy Wilder. Haja memória. Curiosamente, nessa mesma tarde tinha visto a delícia que é o "The Apartment", do dito Wilder (melhor filme, argumento e realização relativos a 1960). Jack Lemmon e Shirley Maclaine a mostrar como se faz, esqueçam lá os filmes deste ano.
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