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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Fernando Costa - Deixa Chover

Deixa-me ir assim
Devagar como a chuva que bate
Em vão, como todo o debate
Sobre mim
Deixa-me olhar o espelho
E esperar pelo fim com medo
Porque alguém guarda o amanhã
Em segredo

 

Deixa-me ir assim
Em silêncio como o que sabe bem
A deambular como quando se é ninguém
Algures em nós
Deixa-me querer algo mais
Já que o vento é uma voz
E há conforto em estarmos sós
É um segredo

 

Deixa-me ir assim
Mas deixa-me algum dia voltar
Porque a distância é um punhal
E a ansiedade é um silêncio sepulcral
Que aperta
Deixa chover

 

Mais, aqui.