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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Je vous emmène...

Avec « Je vous emmène », Éric Reinhardt filme la combustion simultanée du son, du texte, du corps, du temps et de l’espace, afin d’y délivrer une lente et unique sensation, celle du présent pur, des exigences de l’instant, des chances qu’on ne saisit pas.

Découvrez toutes les créations inédites de la 3e Scène, plateforme numérique de l’Opéra de Paris, sur : www.operadeparis.fr/3e-scene

 

With « I'm taking you away » Éric Reinhardt film the simultaneous combustion of sound, text, body, time and space in order to release a slow and unique sensation—that of the pure present, the demands of here and now, opportunities we never seize.

Discover all the new creations of the 3e Scène, the digital platform of Paris Opera here: www.operadeparis.fr/3e-scene

Gente que dança.

As the Paris Opera Ballet announces the Opéra National de Paris’ new season today, the appetite for dance is heating up in our shared cultural landscape. Newly appointed Director of Dance Benjamin Millepied is working alongside Paris Opera Director Stéphane Lissner and Musical Director Philippe Jordan, with the aim to find balance between the classical and contemporary components fuelling the institution’s many crafts. Under Millepied’s helm, Le Ballet will flirt with off-stage disciplines from photography to film to cartoons and fashion design as he moulds the ballet company into a giant, collective gesamtkunstwerk.

The Paris native has directed filmic portraits of each of the company’s 17 Étoiles. Three of his charges are profiled here: Émilie Cozette, Mathias Heymann and Marie-Agnès Gillot, the latter herself a burgeoning choreographer, who recently appeared in the latest Céline campaign alongside American author Joan Didion. "The most important quality of a director in ballet is the ability to bring his dancers' talents to their full potential," says Millepied. "It takes observation, sometimes psychology, to unleash the confidence an artist needs to be him or herself on the stage." 

 

A PERNA ESQUERDA DE TCHAIKOVSKI
PEÇA PARA UMA BAILARINA E UM PIANISTA

Tiago Rodrigues texto e direção ∙ Barbora Hruskova bailarina ∙ Mário Laginha música e piano ∙ Cristina Piedade desenho de luz

 

O meu corpo não foi feito para dançar, mas eu nunca fui capaz de resistir à música. Quando era criança, obriguei o meu corpo a aprender a dançar. Ele obedeceu, mas contrariado. Eu, feliz, entreguei-me à música. Música é matemática, mas eu não gosto de contar. Em vez de contar música, prefiro contar histórias enquanto danço matemática. Divido tempo, multiplico gestos e adiciono dores. Cada dor no meu corpo corresponde a um espetáculo de dança. Já danço há mais de 30 anos. Tenho uma coleção de dores. Quando ouço Prokofiev, dói-me o joelho. Quando ouço Sibelius, doem-me as costas. Mas nem tudo é dor. Gosto de ir cedo para o palco, quando ainda só lá está o afinador de pianos. Isso é a minha alegria antes da alegria dos outros, a calmaria antes da tempestade. As escalas da viagem antes do país de destino final. Não sei bem de que país sou, acho que a minha terra natal é o teatro porque é o lugar onde me sinto em casa. Já fiz as contas e tenho a certeza de que já passei mais horas da minha vida a dançar do que a dormir. Sonho mais quando danço do que quando durmo. Quando danço, tudo parece um sonho mas, como tenho dores, sei que é real.Dançar dói, mas dói mais quando estou parada.
Tiago Rodrigues

A convite da Companhia Nacional de Bailado, Tiago Rodrigues escreve e dirige uma peça em torno da memória do corpo da bailarina Barbora Hruskova. Em diálogo com o piano de Mário Laginha, que está em palco para interpretar a música original que compôs para este espetáculo, Hruskova revisita a sua carreira e as marcas que essa vida na dança traçou no seu corpo.

Hoje no CCB. Cesena.

Diz a apresentação da nova criação de Anne Teresa de Keersmaeker: "Criada em 2011, Cesena pode ser interpretada como uma continuação da sua obra coreográfica anterior, En Atendant. Enquanto na última obra há uma transformação do crepúsculo para a noite, em Cesena, o espectáculo saúda o nascimento do dia.
Para a nova criação, Anne Teresa De Keersmaeker e Rosas colaboram com Björn Schmelzer e o seu ensemble graindelavoix. São 19 bailarinos e cantores em palco, que exploram os limites das suas capacidades artísticas – os bailarinos cantam e os cantores dançam. Dialogam, mais uma vez, com o repertório da Ars Subtilior, estilo musical francês do século XIV, e a cenografia é de autoria de Ann Veronica Janssens, que assina a sua terceira colaboração com Rosas. Apoiando-se no uso da luz e da cor, esculpe a passagem do tempo, procurando materializar a transformação incessante daquilo que nos rodeia."

 

Da utilidade do serviço público.

Ontem na RTP 2 passou um documentário sobre a bailarina francesa Aurélie Dupont, realizado por Cédric Kaplisch (o da "Residência Espanhola"). Nada de especial, um documentário médio, com algumas estratégias interessantes para envolver o espectador, vivendo sobretudo do trabalho da dança, da carreira de bailarina (quase uma atleta de alta competição) e do confronto entre a sala de ensaios e o palco.

Mais que tudo isto, o documentário permitiu-me descobrir um bailado coreografado pelo albanês Angelin Preljocaj, de nome "Le Parc". "Le Parc" é uma coreografia de 1994 sobre adágios de Mozart, criada para os bailarinos do Ballet de l'Opéra de Paris. O tema é a relação masculino-feminino, as paixões, a guerra dos sexos, lírico e e sensual. Vale a pena. Aqui abaixo, uma amostra, oito minutos com uma sequência particularmente forte a partir dos cinco minutos e vinte. Dança a própria Aurélie Dupont, acompanhada por Manuel Legris.