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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Wilfred Owen - Anthem for Doomed Youth

What passing-bells for these who die as cattle?

      — Only the monstrous anger of the guns.

      Only the stuttering rifles' rapid rattle

Can patter out their hasty orisons.

No mockeries now for them; no prayers nor bells; 

      Nor any voice of mourning save the choirs,—

The shrill, demented choirs of wailing shells;

      And bugles calling for them from sad shires.

 

What candles may be held to speed them all?

      Not in the hands of boys, but in their eyes

Shall shine the holy glimmers of goodbyes.

      The pallor of girls' brows shall be their pall;

Their flowers the tenderness of patient minds,

And each slow dusk a drawing-down of blinds.

Written between September and October 1917, when Owen was a patient at Craiglockhart War Hospital in Edinburgh recovering from shell shock, the poem is a lament for young soldiers whose lives were unnecessarily lost in the European War. The poem is also a comment on Owen's rejection of his religion in 1915. While in the hospital, Owen met and became close friends with another poet, Siegfried Sassoon. Owen asked for his assistance in refining his poems' rough drafts. It was Sassoon who named the start of the poem "anthem", and who also substituted "doomed" for "dead"; the famous epithet of "patient minds" is also a correction of his. The poem is among those set in the War Requiem of Benjamin Britten.

Voltou a acontecer.

Voltou a acontecer. Estou a ler quatro livros ao mesmo tempo. A saber, "The Complete Plays" de Sarah Kane, "Journeying Boy - The Diaries of the Young Benjamin Britten 1928-1938", seleccionados e editados por John Evans, "A Single Man" de Christopher Isherwood" e "Generation A" de Douglas Coupland.

É claro que são leituras muito diferentes e por isso compatíveis em momentos diversos do tempo livre que tenho.

As peças de Kane são uma descoberta e um choque (obviamente). Devo a sua descoberta a este post da Poesia Incompleta e a porta que ele abriu revelou uma violência visceral que ainda ando a explorar entre o fascínio e o medo. O tema da violência e da sua relação com a humanidade em nós seguirá um destes dias com um volume do senhor William T. Vollmann que me espera na estante.

Quanto aos diários de Britten, são deliciosos. Comecei por folhear ao de leve, li uma, outra entrada, depois alguns dias seguidos, na escola, com os pais, em Londres, com Auden e demais notáveis, criticando compositores e intérpretes contemporâneos, agarrado à BBC, passeando, conversando, compondo, tomando chá e comecei a viajar, a querer viajar. Vão ser muitas horas de prazer, explorar assim, intimamente, dez anos da vida de um génio musical em formação.

Christopher Isherwood, curiosamente, aparece referido amiúde em determinada fase dos diários de Britten. Isherwood viveu aliás em quase todo o lado, incluindo Sintra e Berlim ("cabaret, anyone?"). "A Single Man" foi tornado filme por Tom Ford e há-de estrear um destes dias, abunda em mim a curiosidade. Enquanto isso não acontece, vou descobrindo esse inglês viúvo na Califórnia do princípio dos anos 60.

Douglas Coupland é uma paixão literária antiga que me chega do início da vida adulta e a ele finalmente volto depois de algum tempo de ausência, num romance que nos coloca alguns anos no futuro, estratégia que muito tenho apreciado em outros autores (Kazuo Ishiguro, William Gibson, David Mitchell e Michael Cunningham, para citar alguns), como forma de explorar a velocidade do presente sem entrar deliberadamente no universo da ficção científica. E começa de uma forma deliciosa:

 

How can we be alive and not wonder about the stories we use to knit together this place we call the world?