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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Flor de Maracujá

"Flor de Maracujá", cantado por Camané, com letra de Capicua e bênção de Amália. Do álbum "Bairro da Ponte", novo disco de Stereossauro a ser editado em breve.

 

Realizador: Bruno Ferreira
Ideia Original e Direcção Criativa: Big Fish – Off the hook creativity
Director de Fotografia: Duarte Domingos
Assistente de Imagem: Selma Ribeiro Lopes
2º Assistente de Imagem: Ricardo Lameiras
Operador Steadycam: Samuel
Direcção de Produção: Raquel Da Silva
Assistente de Produção: Francisco Palma
Montagem: Sérgio Pedro
Colorista: Paulo Inês
Cast: Daniel Pato, Stef Brown, Jennifer King, Maria Vercetti e Henrique Rodrigues
Agradecimentos:Smilling (Mauricio, Nuno Morgado) e Show Off

Fado Celeste

Vídeo tributo a Celeste Rodrigues aquando da celebração dos seus 90 anos no dia 14 de Março de 2013. Convidados: Camané, Ricardo Ribeiro, Carminho, Helder Moutinho, Ana Sofia Varela, Pedro Moutinho, Fábia Rebordão, Jorge Fernando, Aldina Duarte, Gisela João, Joel Pina, Mitó Mendes, Luís Varatojo, Duarte Coxo, Carlos Manuel Proença, Diogo Clemente, Pedro de Castro, Custódio Castelo, José Manuel Barreto, Rui Pereira, Gaspar Varela, Sebastião Varela, Teresinha Landeiro, Tomás e Maria Rio. Músicos - Guitarra Portuguesa: Pedro Amendoeira, Viola de Fado: Pedro Pinhal e Viola Baixo: Frederico Cato (na gravação original Paulo Paz) "Fado Celeste" música: Pedro Pinhal, Letra: Tiago Torres da Silva. Vídeo produzido com o apoio do Museu do Fado, EGEAC, CML e Lisboa Film Commission. Realização Bruno de Almeida. Director de Fotografia: Paulo Abreu. Produtor: Diogo Varela Silva. Uma produção BA Filmes @ 2013

Literatura, música e um fado.

No documentário que a RTP 2 acaba de exibir sobre Alain Oulman, a certa altura, Amos Oz, de quem Oulman era editor em França, diz que a literatura é, para ele, um ramo da música. Fiquei a pensar. A frase é dita num contexto específico: Oulman e Oz tinham de discutir em inglês a tradução francesa do texto original, escrito em hebraico. Oz não sabia francês e Oulman não sabia hebraico, mas muitas vezes achavam acertar na tradução melhor pelo som, o original e o traduzido.

Oulman era músico, claro, compositor de fados inesquecíveis, colaborador de Amália. Amália que aparece amiúde no documentário, com a sua simplicidade direta e arrasadora. Oulman, um "compositor estrangeiro"? Que eu saiba não, nasceu no Dafundo. É outra coisa que me tocou neste documentário, a ligação da Mouraria ao mundo por via da música. Ah, a literatura e a música.

Por fim, já quase no fim, aparece Camané, cantando um dos últimos fados que Oulman compôs para Amália e que ela, que eu saiba, nunca gravou, "Sei de um rio".

 

Camané - Já Não Estar (ao vivo no Lux)

Investir na cultura em tempos de crise? Que disparate! Esses chupistas da cultura não fazem nada pelo país e seja como for é só entretenimento, não serve para nada. Comes cultura ao jantar? Pagas com cultura no supermercado? Claro que não! Um país é feito de dinheiro, não é feito de língua, ideias, música, literatura, cinema. Isso são só distrações do que interessa.

 

Ontem começou o Silêncio.

Começou ontem o Festival Silêncio e da melhor maneira, com um São Jorge cheio para ouvir José Mário Branco e Camané, acompanhados por músicos de excepção, Carlos Bica no contrabaixo, José Peixoto na guitarra e Filipe Raposo no piano. A isto se somaram, em voz e imagem, Sophia, David Mourão-Ferreira e Mário Cesariny.

Foi um começo com o pé... bom, o esquerdo, que eu sou canhoto e o José Mário também não me parece que prefira o lado direito. O espectáculo cumpriu a proposta em pleno. "A palavra cantada é filha da música e da poesia, uma filha que ganhou vida própria e autonomia a partir dos genes das suas progenitoras."

Até 25 de Junho, a programação promete, com nomes como Arnaldo Antunes ou Lee Ranaldo.

Aqui abaixo ficam dois do momentos altos da noite de ontem, em versões diferentes. Mas dá para ter ideia.