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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

The Idea of North

Glenn Gould tells the tale of a student's winter journey from Toronto to distant Winnipeg with images and music reflecting the majesty of the North.

 

"I've long been intrigued by that incredible tapestry of tundra and taiga which constitutes the Arctic and sub-Arctic of our country. I've read about it, written about it, and even pulled up my parka once and gone there. Yet like all but a very few Canadians I've had no real experience of the North. I've remained, of necessity, an outsider. And the North has remained for me, a convenient place to dream about, spin tall tales about, and, in the end, avoid. This programme, however, brings together some remarkable people who have had a direct confrontation with that northern third of Canada, who've lived and worked there and in whose lives the North has played a very vital role."

 

Sphères

Court métrage d'animation de Norman McLaren et de René Jodoin. Dans une sorte de jeu de mouvement, ils font virevolter des sphères blanches dans un ciel coloré en mouvance. Ces sphères s'alignent, se groupent et se multiplient, entrant parfois en collision l'une contre l'autre. Au piano, Glenn Gould exécute des extraits du « Clavecin bien tempéré » de Bach et donne au film son rythme et l'allure qui le caractérise.

Monday morning class.

Performing the first movement of Bach's Keyboard Concerto No. 1 in D minor, BWV 1052, with Leonard Bernstein conducting the New York Philharmonic. Gould's performance begins at 18:03.

 

Originally aired on January 31, 1960 on CBS Television as part of its Ford Presents series, this program was entitled "The Creative Performer." The entire show is actually three performances — by Gould, the soprano Eileen Farrell (singing the "Suicidio!" aria from *La Gioconda*), & Igor Stravinsky (conducting the last three scenes of his ballet *The Firebird*) — punctuated with scintillating musicological lectures by Maestro-Professor Bernstein, who is arguably the star of the show.

 

Though I recommend watching the program in its entirety, here's a time-stamped playlist, in case you'd like to jump to any given section:

1. Leonard Bernstein, on the vagaries of score notations: 0:00 - 12:56
2. Leonard Bernstein, intro to Gould: 12:57 - 18:02
3. Glenn Gould: 18:03 - 27:08
4. Leonard Bernstein, intro to Farrell: 27:09 - 33:46
5. Eileen Farrell: 33:47 - 38:24
6. Leonard Bernstein, intro to Stravinsky: 38:25 - 40:05
7. Igor Stravinsky: 40:06 - 51:06
8. Closing Credits: 51:07 - 52:24

 

Thanks go to two intrepid Gouldians who did the heavy lifting to track down, acquire, & beautifully digitize this rare masterpiece. Without them, we wouldn't be here enjoying it.

Banda Sonora para "Em Silêncio, Amor"

Sempre acreditei na porosidade das fronteiras que separam as artes e nunca escrevi sem imaginar as imagens acompanhando as palavras ou a banda sonora que poderia complementá-las.

Para além disto, a música sempre desempenhou um papel fundamental na minha vida, acompanhando-me em todos os momentos e sempre tentei manter os meus horizontes musicais o mais amplos possível.

Por tudo isto e alguns motivos íntimos (apenas discerníveis nas rodas dentadas invisíveis da escrita), a música sempre teve lugar de privilégio na minha escrita, começando por "Aquariofilia", em que a personagem principal é DJ, acabando em "Em Silêncio, Amor", onda a música e o silêncio são quase personagens adicionais na espiral narrativa.

Proponho, assim, do lado esquerdo deste blog, uma banda sonora possível para o livro. Obrigado ao Bruno, que me ajudou nas entranhas técnicas da coisa e alojou o som propriamente dito.

Algumas notas sobre cada faixa:

1 - Frederic (Frederico) Mompou - Musica Callada I - A primeira das variações da "música silenciosa" deste compositor catalão, um piano quase em silêncio, como seria de esperar a abrir esta banda sonora. Toca Javier Perianes.

2 - Bernardo Sassetti - Never Let Me Go - Além da canção ser genial e da interpretação em piano solo de Sassetti ser deliciosamente melancólica, dá o título a um livro perturbante de Kazuo Ishiguro do mesmo nome que li com uma mistura de angústia e prazer sobre as verdadeiras naturezas da amizade e da humanidade.

3 - Johann Sebastian Bach - Partita No. 2 - Sarabande - A Sarabanda que não sai da cabeça de Tom, no livro, interpretada aqui pelo talentoso Cedric Tiberghien, depois de, durante a escrita, me ter acompanhado na versão de Martha Argerich.

4 - Joseph Haydn - Sonata No. 53 - Adagio - O Adagio de uma das chamadas Bossler Sonatas de Haydn, interpretada ao fortepiano por Ronald Brautigam.

5 - Schubert/Liszt - Gretchen Am Spinnrade - Canção da autoria de Schubert a partir do "Fausto" de Goethe, escrita em 1814, que Liszt "reduz" para piano e é interpretada por Domingos António.

6 - Bernardo Sassetti - Alice - Capítulo II - Noite (II) - O assombroso tema que Sassetti compôs para a banda sonora do filme "Alice" de Marco Martins. É outra Alice? A mesma Alice? Que país das maravilhas é aquele subúrbio? Qualquer cidade...

7 - Tom Waits - Alice - Esta é a Alice de Carroll, na versão de Waits e de Bob Wilson, no espectáculo que passou pelo CCB e anos mais tarde viu a sua banda sonora editada em CD. É a voz de Tom Waits que se ouve, quando Thomas Wartet (piscadela de olho) entra na Livraria Branquinho.

8 - Jeff Buckley - Hallelujah - Muitos tentaram encontrar outro registo que não o coral-anos-80, para esta canção de Leonard Cohen, que mistura em poesia, um pouco de tudo o que nos faz humanos. Acredito que nenhum o fez melhor do que o precocemente falecido Buckley. Dá nome a um capítulo.

9 - Smog - Rock Bottom Riser - Smog é um dos projectos do singer songwriter Bill Callahan e o disco "A River Ain't Too Much to Love" um dos mais belos que ouvi. É de lá, esta canção.

10 - Arcade Fire - Ocean of Noise - É a minha favorita do segundo album e traz na sua letra o que parece ser o começo de uma história. Esta? "In an ocean of noise, I first heard your voice".

11 - The National - City Middle - É-me difícil escolher uma canção dos The National, mas esta começa com "Karen take me to the nearest famous city middle..." Vem desta letra, o nome de Karen Bechstein.

12 - Simon and Garfunkel - The Only Living Boy In New York - Apesar de sempre ter sido fã destes dois, a eles voltei por via dos Everything But The Girl e dos Kings of Convenience. Foi então que reparei que a letra começava com "Tom, take your plane right on time..."

13 - Zbignew Preisner - To See More - Tocada por Leszek Mozdzer, esta é uma das Ten Easy Pieces for Piano de Zbignew Preisner, compositor polaco que ganhou fama nas bandas sonoras geniais dos filmes de Krzysztof Kieslowski.

14 - Frederic Chopin - Balada No. 1 Op. 23 em Fá Menor - E ainda outro polaco, com Krystian Zimerman ao piano.

15 - Serguei Rachmaninov - Prelúdio No. 2 em Si Bemol Maior, dos Dez Prelúdios Opus 23. A fúria romântica dos russos, pelas mãos de Boris Berezovsky.

16 - Orlando Gibbons - "Lord Of Salisbury" Pavan and Galliard - Glenn Gould toca aquela que, segundo disse e creio que apenas uma vez, era a sua composição favorita para piano. A gravação é de 1971.

17 - Bernardo Sassetti - Musica Callada I / Piano Solo - Perdoem-me a insistência em Sassetti, mas aqui ainda por cima, voltamos ao princípio, à Musica Callada de Mompou, que tão brilhantemente resume a música que sinto atravessando esta história.