Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Leone D'Oro

La Giuria di Venezia 74, presieduta da Annette Bening e composta da Ildikó EnyediMichel FrancoRebecca HallAnna MouglalisJasmine TrincaDavid StrattonEdgar Wright e Yonfan,  dopo aver visionato tutti i 21 film in concorso, ha deciso di assegnare i seguenti premi:

 

LEONE D’ORO per il miglior film a:

THE SHAPE OF WATER  

di Guillermo del Toro (USA)

The Shape Of Water

From master story teller, Guillermo del Toro, comes THE SHAPE OF WATER - an other-worldly fairy tale, set against the backdrop of Cold War era America circa 1963. In the hidden high-security government laboratory where she works, lonely Elisa (Sally Hawkins) is trapped in a life of silence and isolation. Elisa’s life is changed forever when she and co-worker Zelda (Octavia Spencer) discover a secret classified experiment. Rounding out the cast are Michael Shannon, Richard Jenkins, Michael Stuhlbarg and Doug Jones.

Sim, gostei do Pacific Rim.

Já devo ter dito aqui mais do que uma vez o óbvio, que há muitos tipos de cinema. Pacific Rim, de Guillermo del Toro é do tipo barulhento, cinético, espetacular, apocalíptico, orgulhoso das suas múltiplas filiações.

Os personagens são de papelão sim, com uma dinâmica próxima de digamos... um Top Gun, mas ao menos os comic reliefs de serviço escapam ao primarismo mais frequente neste tipo de cinema, o racista ou sexista. Não me lembro de ver um único decote e é um negro que manda neles todos. Na verdade, os comic reliefs aqui são nerds, geeks e tratados com o carinho de quem sabe pertencer a essa mesma tribo.

Os diálogos não são memoráveis de todo talvez com exceção da meia dúzia de frases em que a personagem de Idris Elba promete cancelar o Apocalipse. Não é por nada que uma e outra vez o fez no trailer (abaixo). Por momentos pensei que ele fosse citar o Henrique V de Shakespeare... We few, we happy few, we band of brothers; For he to-day that sheds his blood with me Shall be my brother.

Depois há todas as filiações óbvias de meio século XX de banda desenhada, animação, jogos, televisão, os Godzillas, os Transformers, os Power Rangers, Evangelion e Star Trek, porque não? Mindmeld, anyone? Não é por nada que a história se centra em torno do oceano que une e separa o Japão do país que nele fez explodir duas bombas atómicas. No coração deste filme está o amor à cultura popular ou, pelo menos, uma das suas dimensões histórica, com tudo o que isso implica de reciclagem do já-feito e de reconhecimento do que já vimos antes. Mas diferente. Não é um cinema de invenção e descoberta no seu âmago, é-o na imagem, no espetáculo com que nos mostra de novo aquilo que já conhecíamos.

E assim chegamos à última filiação, a filiação nos brinquedos, na infância, nas explosões de ruídos feitos com a boca, nos bonecos de plástico ou lata que fazemos voar pelos ares como se tivessem trinta metros de altura, nos monstros que boiavam feitos de borracha na água do banho. No fim, no fim, senti-me uma criança que tinha passado duas horas a brincar com um brinquedo realmente sofisticado. E acho que era isso que o Guillermo del Toro queria.

 

Sci Fi in movies.

São muitos os filmes de ficção científica anunciados para este ano. Nem todos me despertam curiosidade mas a quantidade há-de ser sinal de alguma coisa, não? Assim de repente, temos:

  • Pacific Rim - De Guillermo Del Toro. Monstros gigantes, robots gigantes. Que mais pode querer um geek querer?
  • Star Trek Into Darkness - May all things Trek live long and prosper.
  • Elysium - De Neill Blomkamp, o mesmo de District 9, o que é à partida um bom sinal.
  • Oblivion - Tem o Tom Cruise, o que pode ser um mau sinal, mas visualmente parece interessante.
  • After Earth - Eu nem sabia que ainda deixavam o M. Night Shyamalan fazer filmes. É desta que volta à boa forma?
  • Ender’s Game - O livro é um clássico que está na minha lista de leituras. O filme a ver vamos.
  • Upstream Color - Não é necessariamente ficção científica, mas a julgar pelo outro filme de Shane Carruth (Primer), normal não há de ser.
  • Riddick - Sim, vai haver um novo.