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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Don't panic. Who do you want to be?

The University Council has elected to bestow this honour on Hannah Gadsby for her outstanding work of as an international ambassador for the lives of all LGBTIQ+ people world-wide, and her profound impact on contemporary popular culture, especially given her Tasmanian upbringing and the unique interweaving of Tasmania into her work and stories.

In 1998 Ms Hannah Gadsby studied at the University of Tasmania. She is now an internationally renowned comedian, actor, and ‘closet art scholar.’ Her ground-breaking stand-up show, Nanette, ran for 18 months through 2017 and 2018 to sold-out houses across Australia and in London, Edinburgh, New York and Los Angeles. It won the 2017 Best Comedy Show at the Edinburgh Fringe Festival, and, when it was launched on Netflix in June 2018, became the most widely discussed comedy special in years. In it, Gadsby deconstructs stand-up comedy from the inside out, while simultaneously shining an unflinching light upon homophobia, sexism, violence, and misogyny – all pertaining to her own lived experience.

Analyses and commentary on the show and on the impact Gadsby had and continues to have on informing national and international conversations on such matters have appeared in The New Yorker, The New York Times, The Atlantic, Slate, The New Republic, The Guardian and Rolling Stone, among others. Truly Hannah Gadsby can be described as an international ambassador for the lives of all LGBTIQ+ people world-wide. But of crucial importance for Gadsby’s work is the fact that she was born in Smithton and grew up in regional Tasmania. Never does she let her audience forget that she is Tasmanian while she single-handedly changes the art form that is comedy, to enact a profound impact on contemporary popular culture.

In 2014 ABC TV aired a three-part series called Hannah Gadsby’s Oz. Drawing on her studies in art history, in this series Gadsby travelled across Australia “on a mission to debunk the myths of the Australian identity as defined by Australian art.” She was in search of a more inclusive national identity, which proved elusive. Nonetheless, along the way Gadsby gently yet incisively revealed to the viewers, in her words, “a dream Oz; a forgery made up of myth and ignorance.”

In all her work, Hannah is intent on helping to humanise the human race, which means helping all of us to acknowledge painful truths while never giving up on the possibility of healing – and whether that healing comes from laughter or from anger is an open question.

Maravilhas de 2018

Este ano não há Top 10s para ninguém. Este ano há uma lista alfabética de coisas que me maravilharam ao longo deste ano. Livros, discos, filmes, séries, concertos. Lembro-me destas, o que já quer dizer alguma coisa. Outras esqueci, a memória falha-me por vezes. Por ordem alfabética de autor:

  • Alfonso Cuarón - Roma - Se a memória fosse escrita, encenada, representada e filmada com perfeição virtuosística, era este filme. Um tratado sobre a arte do cinema. Com defeitos, claro, criticável, claro, mas isso haja liberdade para fazer sempre.
  • Bruno Nogueira (com Marco Martins e Ricardo Adolfo) - Sara - A melhor coisa que já se fez na ficção televisiva em Portugal. E ainda se consegue ver, creio. Do princípio ao fim, por favor.
  • Deborah Levy - The Cost of Living - Uma das jóias do ano, o confessional e diarístico escrito como deve ser. Já tinha gostado do "Hot Milk" e vou ler mais, estou certo.
  • Hanna Gadsby - Nanette - Sobre o humor, a gargalhada, o trauma, a liberdade e muitas outras coisas em que vale a pena pensar e sentir. Um tema para ler sempre mais.
  • Jon McGregor - Reservoir 13 - Pegar num género e ele ser outro género e deixar passar os anos anos e um livro ser isto.
  • Kore-Eda Hirokazu - Shoplifters - Vamos jogar um jogo de escondidas e descoberta com um amor profundo às nossas personagens. Foi merecida Palma de Ouro.
  • Laurie Anderson - Landfall (com Kronos Quartet)/ All The Things That I Lost In The Flood / ao vivo no Nimas - Um disco, um livro, um espetáculo, a perda, a poesia. Damn, girl.
  • LCD Soundsystem - Ao vivo no Coliseu dos Recreios - Transpirar a sério pelos melhores motivos com todos os meus amigos, mesmo os que não estavam lá.
  • Low - Double Negative - Quase sem querer, um disco que se entranhou. Fiquei surpreendido ao vê-lo em tantas listas de fim de ano, mas isso não me impediu de ouvir de novo.
  • Michael Ondaatje - Warlight - Volto sempre a ele e ele nunca me desilude, na intersecção entre história, indivíduo e poesia onde um dos corações da literatura vive.
  • Nick Cave - Ao vivo no Primavera Sound Porto - O momento, o local, o tempo, os artistas e, é claro, a música, no festival que prefiro, por estes dias.
  • Nick Drnaso - Sabrina - Tão longe chegou a chamada "novela gráfica". Nenhum preconceito deve impedir a leitura deste livro, num estilo tão limpo quanto os temas são graves, um relato minimal de um país caótico.
  • Paul Thomas Anderson / Johnny Greenwood - Phantom Thread - Les beaux esprits se rencontrent. Já tinha acontecido antes mas de novo aqui um filme, uma banda sonora, uma elegância que podemos destruir como nos apetecer.
  • Phoebe Waller-Bridge - Killing Eve - Espias, assassinas, mulheres. Um dos géneros mais antigos do audiovisual pode sempre ser baralhado sobre clichés e tornar-se um prazer.
  • Rosalía - El Mal Querer - Há gente que explica muito melhor que eu como este disco é musicalmente inteligente e viciante.
  • Ryan McGinley - Mirror, Mirror - Sempre a pensar, a sentir, a fotografar, rodeado de amigos e imagens, o Ryan mostra-nos o caminho.
  • Thom Yorke - Suspiria OST - Lá podia o Thom ficar atrás do Johnny. vivemos sobre os ombros de gigantes.
  • Thomas Adès - Concerto de piano com música de Leoš Janáček - Há sítios onde se volta, se é feliz e se descobre coisas que não se conhecia. A Gulbenkian é um deles.