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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Ponto de situação da alma americana.

Tenho pena que o Starlet do Sean Baker tenha passado quase despercebido, numa sessão pouco frequentada do IndieLisboa. É do trio o único que parece prometer alguma redenção no vazio superficial de luz sedutora que atravessa todos, esperando que a nossa consciência seja capaz de o penetrar.

Seja como for, ver estes três filmes, explorando os recantos surreais do american dream e a sua obsessão pela fama, sexo, poder, armas, dinheiro, faz-me lamentar uma vez mais que tão pouco cinema aconteça em Portugal e que a nossa alma (seja lá o que isso for) acabe documentada sobretudo em má televisão e pouco mais.

 

      

Legends Never Die.

Não deve haver crítica de Spring Breakers de Harmony Korine que não referencie, cite, compare o filme com Kids, de 1995. Korine tinha dezanove anos quando escreveu Kids e o fotógrafo Larry Clark o realizou. Tenho acompanhado mais a obra de Clark que a de Korine, em particular durante o meu interesse dos últimos anos sobre fotografia em geral e a fotografia das margens da sociedade em particular.

Isto tudo para dizer que descobrir este artigo de Caroline Rothstein no Narrative.ly foi um prazer. Do lançamento das carreiras de Chloë Sevigny e Rosario Dawson aos suicídios de Harold Hunter e Justin Pierce, ao desaparecimento e reaparecimento de Leo Fitzpatrick (no The Wire), estão lá todos.

Interessam-me cada vez mais estes artigos mais longo que parecem tentar escapar ao frenesim imediatista da net. Até o BuzzFeed já tem uma área de longreads. Ainda por cima, o dito artigo é acompanhado de uma "espécie de making of" que merece também ser lido.

Abaixo está a imagem das filmagens que abre o artigo (com o grupo de miúdos que dá nome ao filme) e o trailer da altura, sensacionalista como seria de esperar.

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