Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

luís soares

Blog do escritor Luís Soares

James Franco e os poetas.

James Franco é um actor irregular, uma pessoa irregular, eu diria, do que já vi em entrevistas dele. Instável talvez seja uma palavra melhor. Continuo a a achar que fica melhor em filmes mais indie do que em grandes produções, mas isso sou eu.

O Harold Bloomhref>, na conferência que deu na New York Public Library mencionou alguns dos seus poetas anglófonos favoritos do século XX: Walt Whitman, claro e depois alguns (para mim) ilustres desconhecidos. Confesso a minha ignorância perante os nomes Anne Carson, Henri Cole ou Hart Crane, entretanto já resolvida.

Passados uns dias, descobri que além do "Howl", em que James Franco desempenha o papel de Allen Ginsberg, está para estrear um "The Broken Tower" em que faz precisamente de Hart Crane. O filme é aliás escrito e realizado por ele.

Abaixo fica o trailer de "Howl" e uma conversa no Boston College entre Franco e Paul Mariani, autor da biografia em que é baseado o argumento.





O meu problema com os Óscares.

Os Óscares são prémios em segurança, sem risco. Sim, por vezes há surpresas, mas risco muito raramente. Um exemplo deste ano: gosto muito de "O Discurso do Rei" e gosto muito do Colin Firth como actor, desde que o vi a primeira vez, no "Valmont" do Milos Forman, creio. Dou, contudo, razão a James Franco quando ele diz:

"I know I'm biased, but I don't think it's cutting edge. It's a success story. Is he going to make the speech? You know he's going to get it. He has a little coach, like Mr Miyagi in The Karate Kid, and he gets through it and makes the speech. It's pretty safe." (tirado daqui).

Note-se que não vi o "127 Horas" nem o "Howl", mas quer-me parecer desde logo que o primeiro é bastante mais seguro que o primeiro. É a vida, James, são os Óscares. Tu também só os vais apresentar porque é preciso audiência mais jovem, é preciso a adesão da massa, é preciso o conforto do sofá e o conforto da poltrona de cinema. Mesmo que o espectador desmaie.