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luís soares

Blog do escritor Luís Soares

Queixa das Almas Jovens Censuradas

Luca Argel apresenta a sua versão de “Queixa das Almas Jovens Censuradas”. Uma música composta por José Mário Branco para poema de Natália Correia no álbum "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades" de 1971. 

 

A música e as palavras de Zé Mário são intemporais, inspiradoras e transversais. Por isso, não é de estranhar que haja tantos e tão diferentes artistas que já pegaram na sua música e a transformaram. E outros que foram desafiados a fazê-lo, e responderam com vontade e entusiasmo. Juntando todos, fizemos “UM DISCO PARA JOSÉ MÁRIO BRANCO”, lançado a 24 de Maio 2019. Um dia antes do seu 77º aniversário.

 

«A primeira lembrança que tenho a respeito dele é a de uma figura política, cuja integridade e generosidade conquistaram de forma arrebatadora os corações dos primeiros amigos portugueses que fiz ao chegar na cidade — tudo pessoal de uma espécie de okupa anarquista chamada Casa Viva, que existia ali na praça do Marquês. Esta casa deve ter sido o primeiro sítio onde toquei no Porto.  Lá, não muito tempo antes, também o próprio José Mário havia feito (de graça!) um memorável concerto benefit. Vezes sem conta ouvi o pessoal da casa me contar esta história, cheios de orgulho e de carinho pelo homem. Eu, portanto, já tinha por ele muita estima quando fui finalmente ouvir sua música. E a partir de hoje serei eu a contar orgulhoso, repetidas vezes, a história não de quando assisti a Zé Mário, mas de quando o cantei.» - Luca Argel

 

VÍDEO

Realização - Pedro Magano

Produção - Pedro Sá

Direcção Fotografia - Pedro Magano

Operação de Câmara - Jorge Costa

Edição - Zé Pedro

Pós-Produção - Zé Pedro

José Mário Branco - Inquietação

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

 

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

 

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

 

Há sempre qualquer coisa que está p'ra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

 

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

 

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

 

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

 

Há sempre qualquer coisa que está p'ra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

 

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

 

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

Ontem começou o Silêncio.

Começou ontem o Festival Silêncio e da melhor maneira, com um São Jorge cheio para ouvir José Mário Branco e Camané, acompanhados por músicos de excepção, Carlos Bica no contrabaixo, José Peixoto na guitarra e Filipe Raposo no piano. A isto se somaram, em voz e imagem, Sophia, David Mourão-Ferreira e Mário Cesariny.

Foi um começo com o pé... bom, o esquerdo, que eu sou canhoto e o José Mário também não me parece que prefira o lado direito. O espectáculo cumpriu a proposta em pleno. "A palavra cantada é filha da música e da poesia, uma filha que ganhou vida própria e autonomia a partir dos genes das suas progenitoras."

Até 25 de Junho, a programação promete, com nomes como Arnaldo Antunes ou Lee Ranaldo.

Aqui abaixo ficam dois do momentos altos da noite de ontem, em versões diferentes. Mas dá para ter ideia.